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Dado oficial do INPI

Dispositivo para manutenção de uma trajetória, elemento de orientação de um veículo guiado e veículo guiado

ConcedidaPatente de InvençãoPCT · EP2013052793

Dados do pedido

Número

112014023236

Tipo

Patente de Invenção

Depósito

12/02/2013

Publicação

20/06/2017

PCT

EP2013052793

Andamento no INPI

  1. Depósito12/02/13
  2. Publicação20/06/17
  3. Exame
  4. Deferimento08/06/21
  5. Concessão17/08/21
  6. Em vigor12/02/33

Patente concedida em 17/08/2021 e em vigor até 12/02/2033. Até lá, ninguém pode fabricar, usar ou vender a invenção no Brasil sem autorização do titular.

Proteção válida até:12/02/2033

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Última movimentação publicada pelo INPI: 17/08/2021. Atualizamos a cada nova RPI, publicada semanalmente.

Depositantes e inventores

Depositantes

SIEMENS MOBILITY SAS

FR

SIEMENS S.A.S.

FR

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Inventores

L. C. (pessoa física)

FR

P. C. (pessoa física)

FR

Y. C. (pessoa física)

FR

Dados técnicos

Classificação IPC

Prioridades unionistas

EP

12 290100.2 · 21/03/2012

Resumo técnico

Relatório Descritivo da Patente de Invenção para "DISPOSITIVO DE MANUTENÇÃO DE UMA TRAJETÓRIA DE UM VEÍCULO GUIADO EM CASO DE DESCARRILHAMENTO E/OU PERDA DE ORIENTAÇÃO".[001] A presente invenção refere-se a um dispositivo de manutenção de uma trajetória de um veículo guiado, quando de um descarrilhamento e/ou de perda de orientação desse veículo guiado, segundo o preâmbulo da reivindicação 1. [002] Por "veículo guiado", é feita referência aos meios de transporte em comum, tais como ônibus, ônibus elétrico, tramways, metrôs, trens ou unidades de trem, etc., mas também aos meios de transporte de carga, tais como, por exemplo, guindastes, para os quais o aspecto de segurança é muito importante e para os quais a orientação é assegurada, em particular, por um único trilho. Este serve de guia a um elemento de orientação que se apoia geralmente sobre o trilho e segue sua trajetória no decorrer do deslizamento do veículo guiado. O elemento de orientação permite, por exemplo, a um sistema de orientação dirigir um eixo diretor do veículo, segundo a trajetória definida pelo trilho, esse eixo sendo, por exemplo, provido de rodas sustentadoras.[003] Uma primeira variante conhecida do elemento de orientação compreende um par de rodas de orientação, também denominadas rodetes de orientação, montados em V e providos de grampos de contenção do trilho de orientação. Esse elemento de orientação é, por exemplo, descrito nos documentos US 7 228 803 B2, US 6 029 579 A1, US 6 363 860 B1. Esse elemento de orientação protege, de maneira segura, a orientação do veículo até sua parada. Ele permite, por exemplo, evitar desgastes materiais que poderiam provir de uma perda de orientação e preservar a integridade física do pessoal ou dos passageiros embarcados no caso de um transporte público.[004] Os veículos guiados por esse tipo de elemento de orientação funcionam conforme o princípio geral seguinte, fazendo referência à Figura 1: esse elemento de orientação segue o trilho 3 por meio do par de rodetes 1, 2 em contato com o trilho 3 e comanda, no sistema de orientação, uma direção a ser imposta a um eixo diretor do veículo. O trilho 3 de orientação é, em particular, composto de um calço 4 fixado no solo 5 e de um núcleo 6 que suporta uma cabeça de carril 7 sobre o qual os rodetes 1, 2 ficam apoiados via uma banda de rodagem 9. Cada um dos rodetes 1, 2 de um mesmo par de rodetes de orientação tem assim sua banda de rodagem 9 em contato com uma superfície da cabeça de carril 7, superfície de rodagem 8 e repartida simetricamente de ambos os lados da parte superior da cabeça de carril 7. Quando do deslocamento do veículo, os rodetes 1, 2 estão em contato com a cabeça de carril 7, e seus grampos 10 respectivos envolvem, de maneira sem contato em modo nominal, este e se aproxima do núcleo 6 embaixo deste. Como a distância entre as extremidades inferiores 201, 101 dos dois grampos 10 que envolvem a cabeça de carril 7 é inferior à largura C da cabeça de carril 7, uma extração da cabeça de carril 7 da prisão destes rodetes 1, 2 ou ainda fora da zona compreendida entre as bandas de rodagem 9 e os grampos 10 é possível apenas se o ângulo 11 de fixação dos rodetes, isto é, o ângulo correspondente ao setor formado pelos eixos de rotação de cada um dos rodetes 1, 2 de um par de rodetes e que é cortado pelo plano de simetria do par de rodetes em V, aumenta e/ou se os grampos 10 e/ou as bordas externas da cabeça de carril 7 se deformarem.[005] A orientação correta do veículo é assim obtida por acoplamento do par de rodetes do elemento de orientação do sistema de orientação com o eixo diretor do veículo. Se os rodetes contiverem corretamente o trilho de orientação, o veículo seguirá a trajetória descrita pelo trilho, quando de seu deslocamento. Ao contrário, se os rodetes saírem de sua posição normal de funcionamento, por exemplo, se a cabeça de carril do trilho de orientação sair da zona compreendida entre as bandas de rodagem e os grampos, então o veículo correrá o risco de deixar a trajetória estabelecida inicialmente pelo trilho. Com efeito, desde que os rodetes não sejam mais submetidos à direção imposta pelo trilho de orientação, eles poderão partir para a direita ou para a esquerda do trilho, desviando assim o veículo da trajetória prevista. O cenário em questão é definido como uma perda de orientação ou simplesmente perda de orientação do veículo. Em outros termos, o posicionamento correto dos rodetes é uma condição necessária para garantir a direção correta do veículo.[006] Uma segunda variante do elemento de orientação é descrita no documento WO 2008/074942 A1 e consiste em um par de rodetes contendo uma cabeça de carril, tal como descrito anteriormente, mas com a diferença que os rodetes são desprovidos dos grampos. Nesse caso, os grampos das rodas são substituídos por grampos fixos e solidários a uma base de fixação dos rodetes, estes sendo, além disso, protegido por um escudo de segurança. Essa configuração fornece uma rigidez mais elevada que aumenta o esforço necessário para que os rodetes sejam extraídos do trilho.[007] Independentemente da variante do elemento de orientação considerada, a extração da cabeça de carril da prisão dos rodetes é possível. É o caso, por exemplo, quando um esforço vertical de arrancamento dirigido para o alto é aplicado sobre os rodetes ou sobre uma base de fixação dos rodetes, de modo que uma deformação das peças (grampo e/ou cabeça de carril e/ou eixo dos rodetes) faça com que a distância entre os grampos ultrapasse a largura da cabeça de carril. Nesse caso, os rodetes não contêm mais o trilho e podem se posicionar seja ao lado deste, assim como apresentado na Figura 2, seja sobre o trilho de orientação, conforme ilustrado pela Figura 3, as referências utilizadas na Figura 1 sendo retomadas pelas Figuras 2 e 3. Em posição sobre o trilho de orientação, o veículo pode ainda ser guiado, mesmo se o elemento de orientação não contiver mais o trilho de orientação. Ao contrário, se os rodetes de orientação se acharem posicionados ao lado do trilho de orientação, uma brecagem das rodas sustentadoras pode fazer sair o veículo guiado de sua trajetória inicialmente prevista, o que pode ter consequências nefastas para a exploração do veículo e da rede ao qual ele pertence, assim como para a segurança dos passageiros e do pessoal embarcado.[008] Assim, os sistemas de orientação atuais dos veículos guiados não permitem assegurar uma manutenção da trajetória desse veículo guiado, quando de um descarrilhamento. Um objetivo da presente invenção é de propor um dispositivo simples, seguro e confiável, de manutenção da trajetória de um veículo guiado, quando de um descarrilhamento ou de uma perda de orientação deste. Em outros termos, trata-se notadamente de impedir, de maneira rápida e confiável, que o sistema de orientação de um veículo guiado possa manter seu poder de brecagem por meio de bielas de direção, em caso de perda de orientação.[009] A fim de chegar a esse objetivo, um dispositivo é proposto pelo conteúdo da reivindicação 1.[010] Um conjunto de sub-reivindicações apresenta também vantagens da invenção.[011] A presente invenção refere-se a um dispositivo de manutenção de uma trajetória, destinado a equipar um veículo guiado apto a se deslocar em uma via, compreendendo pelo menos um trilho de orientação e dois trilhos laterais e são, por exemplo, trilhos de corrente, esses trilhos laterais sendo paralelos a esse trilho de orientação e posicionados, em particular simetricamente, de ambos os lados deste, e esse trilho de orientação definindo uma trajetória para o veículo guiado. Esse veículo guiado compreende, notadamente, um sistema de orientação para a orientação desse veículo, segundo a trajetória imposta pelo trilho de orientação. O sistema de orientação compreende, em particular, um elemento de orientação que compreende rodas de orientação ou rodetes, cada uma das rodas de orientação sendo destinada a se apoiar sobre esse trilho de orientação, a fim de impor a esse veículo guiado, via esse elemento de orientação, essa trajetória definida pelo trilho de orientação. Esse dispositivo de manutenção é caracterizado pelo fato de compreender: [012] uma barra destinada a ser fixada nesse elemento de orientação, de maneira a ser transversal à via, e, portanto, ao trilho de orientação, essa barra tendo um comprimento L compreendido entre a distância D que separa os trilhos laterais um do outro subtraído da largura C da cabeça de carril desse trilho de orientação e essa distância D que separa os trilhos laterais um do outro, isto é, D - C < L < D;[013] um meio de fixação adaptado para uma fixação dessa barra nesse elemento de orientação, de maneira que essa barra seja posicionada transversalmente à via e, portanto, ao trilho de orientação, entre e no nível desses trilhos laterais, de forma a se apoiar sobre um ou outro desses trilhos laterais, quando de um descarrilhamento e/ou perda de orientação desse veículo guiado, de maneira a orientar esse veículo guiado, impondo a esse elemento de orientação a trajetória definida pelo trilho de orientação. [014] Com efeito, como os trilhos laterais são paralelos ao trilho de orientação, eles são também adaptados para controlar um deslocamento do veículo guiado, segundo essa trajetória imposta pelo trilho de orientação. Os trilhos laterais podem, em particular, ser trilhos de corrente ou de alimentação destinados a alimentar com energia elétrica esse veículo guiado, ou trilhos laterais configurados para a orientação desse veículo guiado, quando de um descarrilhamento ou perda de orientação desse veículo guiado por cooperação com um dispositivo de manutenção de uma trajetória, de acordo com a invenção. Para isso, essa barra é configurada de forma a manter as extremidades dos rodetes em posição sobre o trilho de orientação, tal como apresentado na Figura 3 ou 4. Por extremidade de rodetes, é notadamente feita referência ao grampo que equipa um rodete ou uma roda, mas também a um escudo ou carenagem de rodetes que se apoiaria sobre o trilho de orientação, quando de um descarrilhamento ou perda de orientação, tal como ilustrado esquematicamente na Figura 3, quando esse veículo guiado é equipado com dispositivo de manutenção da trajetória, de acordo com a invenção. A geometria e a estrutura da barra, assim como o meio de fixação dessa barra nesse elemento de orientação permitem, em particular, transmitir a esse elemento de orientação uma direção a seguir, a fim de manter esse veículo guiado ao longo da trajetória definida pelo trilho de orientação.[015] De maneira preferencial, essa barra e/ou esse meio de fixação compreendem um material isolante, apto a impedir uma transferência de eletricidade de um desses trilhos laterais para esse veículo guiado, quando de um contato dessa barra com esse trilho lateral, notadamente quando do caso particular no qual o trilho lateral é um trilho de corrente. Por exemplo, essa barra pode compreender em cada uma de suas extremidades esse material isolante, e/ou ser constituída desse material isolante e/ou revestida pelo menos em parte com uma camada desse material isolante.[016] Preferencialmente, essa barra de orientação compreende uma garra apta a envolver a cabeça de carril desse trilho, de forma a servir para expulsar pedra, quando de sua utilização sobre um veículo guiado corretamente no trilho. Em particular, partes salientes dessa garra se estendem, quando de uma utilização desse dispositivo de manutenção, de acordo com a invenção, de ambos os lados da cabeça de carril, sob este, a distância que separa as extremidades dessas partes salientes da garra sob essa cabeça de carril sendo inferior à largura dessa cabeça de carril, de forma a impedir uma saída da cabeça de carril desse trilho, fora da prisão dessa garra, quando da utilização desse dispositivo de manutenção, de acordo com a invenção.[017] Essa barra tem, em particular, uma forma sensivelmente paralelepipédica. De acordo com um modo preferencial de realização, essa barra tem pelo menos uma parte de uma de suas extremidades talhada em viés, de modo que, por exemplo, em vista frontal, a forma geométrica global da barra corresponda substancialmente a um retângulo sobre o qual é superposto um trapézio isósceles, cuja base tem um comprimento idêntico ao comprimento do retângulo, e o vértice tem um comprimento inferior à base. Desse modo, a forma geométrica da barra permite, em particular, uma autocentragem dessa barra entre os trilhos laterais, quando de um descarrilhamento e/ou de perda de orientação de veículo guiado. Além disso, essa barra pode, em particular, compreender em pelo menos uma de suas extremidades um rodete de apoio configurado para se apoiar sobre um desses trilhos laterais, quando desse descarrilhamento e/ou de perda de orientação desse veículo guiado.[018] Preferencialmente, o meio de fixação é, em particular, adaptado para fixar essa barra em uma base de fixação de uma roda / rodete ou rodas/rodetes de orientação do elemento de orientação. Além disso, esse meio de fixação pode, em particular, fixar essa barra nesse elemento de orientação, de maneira rígida ou de maneira flexível, isto é, de forma a amortecer a transmissão ao elemento de orientação de um choque de um objeto com essa barra. Para isso, o meio de fixação compreende preferencialmente um dispositivo de amortecimento de choque, compreendendo, por exemplo, um sistema de amortecimento hidráulico e/ou com mola.[019] A presente invenção refere-se também a um elemento de orientação de um veículo guiado, compreendendo esse dispositivo de uma trajetória, tal como anteriormente descrito, esse elemento sendo, em particular, caracterizado pelo fato de compreender um par dessas rodas de orientação montadas em V com ponta voltada para baixo e providas de grampos que permitem conter o trilho de orientação. A presente invenção refere também a um veículo guiado, compreendendo esse dispositivo de manutenção, tal como descrito anteriormente.[020] Finalmente, exemplos de realização e de aplicação são fornecidos com o auxílio da:[021] Figura 1: par de rodetes de orientação corretamente no trilho em modo nominal sobre um trilho de orientação;[022] Figura 2: posicionamento ao lado de um trilho de orientação de um par de rodetes de orientação, quando de um descarrilhamento;[023] Figura 3: posicionamento sobre um trilho de orientação de um par de rodetes de orientação, quando de um descarrilhamento;[024] Figura 4: posicionamento dos rodetes de orientação, quando de um descarrilhamento de um veículo guiado equipado com um dispositivo de manutenção, de acordo com a invenção;[025] Figura 5: exemplo de fixação de um dispositivo de manutenção, de acordo com a invenção, a uma base de fixação de rodetes de um elemento de orientação;[026] Figura 6: exemplo de realização, de acordo com a invenção, de um dispositivo de manutenção da trajetória;[027] Figura 7: exemplo de realização, de acordo com a invenção, de uma barra equipada com rodetes de apoio.[028] As Figuras 1 a 3 apresentam, respectivamente, uma colocação em trilho correta de um par de rodetes 1, 2 sobre um trilho de orientação 3, representando um modo nominal de funcionamento do par de rodetes 1, 2 um caso de descarrilhamento do par de rodetes 1, 2 ao lado desse trilho de orientação 3 e um caso de descarrilhamento do par de rodetes 1, 2 sobre o trilho de orientação 3, cada rodete sendo montado sobre uma base de fixação 12 do elemento de orientação. O descarrilhamento do par de rodetes 1, 2 ao lado do trilho de orientação 3 pode levar a uma brecagem do elemento de orientação capaz de levar a uma perda de trajetória para o veículo guiado.[029] A fim de evitar esse problema, a presente invenção propõe equipar o elemento de orientação de um veículo guiado de um dispositivo de manutenção da trajetória. A Figura 4 apresenta para isso um exemplo de realização de um dispositivo de manutenção, de acordo com a invenção, montado sobre um elemento de orientação de um veículo guiado que descarrilhou. O veículo guiado pode, por exemplo, circular em uma via que compreende um trilho de orientação 3 e trilhos laterais 13, 14 que podem, por exemplo, servir para alimentar com corrente elétrica esse veículo guiado. Um elemento de orientação que compreende um par de rodas ou rodetes 1, 2 de orientação montados em V com ponta voltada para baixo permite ao veículo guiado seguir a trajetória descrita pelo trilho de orientação 3 em modo nominal. Quando de um descarrilhamento, tal como apresentando na Figura 4, o dispositivo de manutenção, de acordo com a invenção, permite manter essa trajetória desse veículo guiado, apesar do descarrilhamento e/ou de orientação. O dispositivo de manutenção, de acordo com a invenção, compreende, notadamente:[030] uma barra 15 destinada a ser fixada nesse elemento de orientação, por exemplo, em uma base de fixação 12 dos rodetes 1, 2 desse elemento de orientação, de maneira a ser transversal à via e, portanto, ao trilho de orientação 3, essa barra 15 que tem um comprimento L compreendido entre a distância D que separa os trilhos laterais 13, 14 um do outro subtraído da largura C da cabeça de carril desse trilho de orientação 3 e a distância D que separa os trilhos laterais um do outro, isto é, D - C < L < D;[031] um meio de fixação adaptado para uma fixação dessa barra 15 nesse elemento de orientação, de maneira que essa barra seja posicionada transversalmente à via e, portanto, no trilho de orientação 3, entre e no nível desses trilhos laterais 13, 14, de forma a se apoiar sobre um ou outro desses trilhos laterais 13, 14, quando de um descarrilhamento e/ou perda de orientação desse veículo guiado, de modo que essa barra 15 esteja apta a impor a esse elemento de orientação a trajetória definida pelo trilho de orientação 3.[032] Preferencialmente, essa barra 15 é montada diante desse elemento de orientação em relação a um sentido de deslocamento S desse veículo guiado, tal como apresentando na Figura 5 e da Figura 6. Cada extremidade 151, 152 da barra 15 é, em particular, arqueada em um sentido contrário ao sentido de deslocamento S desse veículo, ou pode simplesmente compreender uma ponteira isolante, metálica ou não. Um meio de fixação 16 pode, por exemplo, tornar essa barra 15 solidária a uma base de fixação 12 dos rodetes do elemento de orientação. O meio de fixação compreende, em particular, um sistema de porcas 162 e de parafusação 161, adaptado à fixação dessa barra 15 nesse elemento de orientação, por exemplo, nessa base de fixação 12 desse elemento de orientação. Em particular, o sistema de porcas 162 e de parafusação 161 pode cooperar com um sistema de placas 163 de manutenção dessa barra solidária a essa base de fixação 12. Preferencialmente, o dispositivo de manutenção, de acordo com a invenção, por exemplo, essa barra 15 e/ou essas placas 163, compreende uma garra 17 apta a envolver a cabeça de carril desse trilho de orientação 3, notadamente por partes salientes 171 dessa garra 17, de modo a servir para expulsar pedra, quando de sua utilização sobre um veículo guiado corretamente colocado no trilho. A garra 17 é notadamente configurada de forma a permitir uma folga de aproximadamente 14 mm entorno da cabeça de carril do trilho de orientação 3. O valor dessa folga é, em particular, determinado de forma que essa folga evite um contato dessa garra com o trilho de orientação quando de movimentos laterais, verticais, de rotações de balanço e de arfagem dos rodetes, tomando-se em consideração um desgaste dos rodetes. [033] A Figura 7 apresenta um exemplo de realização da barra 15, de acordo com a invenção. As referências das Figuras precedentes são mantidas na Figura 7 para objetos idênticos. Preferencialmente, essa barra 15 é, por exemplo, constituída de um material metálico ou de uma liga (por exemplo, em aço, em inox, etc.), ou de um material compósito (por exemplo, em fibra de vidro, fibra de carbono, etc.), ou uma mistura de material metálico e compósito, por exemplo, em metal recoberto de compósito. A escolha é notadamente feita em função dos esforços mecânicos e da presença de corrente nos trilhos laterais 13, 14. Preferencialmente, essa barra 15 é estruturada de forma a minimizar sua flexão longitudinal. Um comprimento L típico da barra 15 é, por exemplo, 768 mm para trilhos laterais 13, 14 espeçados de 800 mm, de forma a garantir uma folga de aproximadamente 16 mm entre cada extremidade da barra 15 e o trilho lateral quando de um descarrilhamento ou perda de orientação desse veículo guiado. Em particular, cada extremidade da barra 15 pode ser munida de um rodete 153 de apoio configurado para se apoiar sobre esse trilho lateral 13, 14, quando do descarrilhamento ou da perda de orientação do veículo guiado.[034] Em suma, o dispositivo, de acordo com a invenção, apresenta as seguintes vantagens:[035] - um número reduzido de componentes capazes de causar uma pane, implicando notadamente um baixo custo de desenvolvimento, de fabricação, de instalação e de manutenção;[036] - uma resistência aos ambientes externos incômodos ligados aos veículos guiados;[037] - uma segurança e uma manutenção da trajetória em caso de descarrilhamento do elemento de orientação;[038] - uma função de expulsar pedra do dispositivo, de acordo com a invenção, permitindo afastar objetos que se acham sobre a via de orientação e de proteger o elemento de orientação, notadamente por meio dessa garra, equipando a barra, de acordo com a invenção.REIVINDICAÇÕES 1. Dispositivo de manutenção de uma trajetória, destinado a equipar um veículo guiado apto a se deslocar em uma via, compreendendo pelo menos um trilho de orientação (3) e dois trilhos laterais (13, 14) paralelos a esse trilho de orientação (3) e posicionados de ambos os lados deste, esse veículo guiado compreendendo um elemento de orientação que compreende rodas (1, 2) de orientação, cada uma das rodas (1, 2) de orientação sendo destinada a se apoiar sobre esse trilho de orientação (3), esse dispositivo de manutenção sendo caracterizado pelo fato de compreender: a) uma barra (15) destinada a ser fixada nesse elemento de orientação, de maneira a ser transversal à via, essa barra tendo um comprimento L compreendido entre a distância D que separa os trilhos laterais um do outro subtraída da largura C da cabeça de carril desse trilho de orientação e essa distância D que separa os trilhos laterais um do outro, isto é, D - C < L < D; b) um meio de fixação (16) adaptado para uma fixação dessa barra (15) nesse elemento de orientação, de maneira que essa barra (15) seja posicionada transversalmente entre e no nível desses trilhos laterais (13, 14) de forma a se apoiar sobre um ou outro desses trilhos laterais (13, 14), quando de um descarrilamento e/ou perda de orientação desse veículo guiado. 2. Dispositivo de manutenção de uma trajetória, de acordo com a reivindicação 1, caracterizado pelo fato de essa barra (15) e/ou esse meio de fixação (16) compreenderem um material isolante apto a impedir uma transferência de eletricidade de um desses trilhos laterais (13, 14) para esse veículo guiado, quando de um contato dessa barra (15) com esse trilho lateral (13, 14), quando este é um trilho de corrente ou de alimentação. 3. Dispositivo de manutenção de uma trajetória, de acordo com a reivindicação 1 ou 2, caracterizado pelo fato de o meio de fixação (16) ser adaptado para fixar essa barra (15) em uma base de fixação (12) de uma roda de orientação do elemento de orientação. 4. Dispositivo de manutenção de uma trajetória, de acordo com qualquer uma das reivindicações 1 a 3, caracterizado pelo fato de essa barra (15) de orientação compreender uma garra (17) apta a envolver a cabeça de carril desse trilho (3), de modo a servir para expulsar pedra, quando de sua utilização sobre um veículo guiado corretamente no trilho. 5. Dispositivo de manutenção de uma trajetória, de acordo com a reivindicação 4, caracterizado pelo fato de partes salientes (171) dessa garra que se estenderem, quando de uma utilização desse dispositivo, de parte e de ambos os lados da cabeça de carril, sob este, a distância que separa as extremidades dessas partes salientes (171) da garra (17) sob essa cabeça de carril que é inferior à largura dessa cabeça de carril, de forma a impedir uma saída desse trilho de orientação (3), fora da prisão dessa garra (17), quando da utilização desse dispositivo. 6. Dispositivo de manutenção de uma trajetória, de acordo com qualquer uma das reivindicações 2 a 5, caracterizado pelo fato de essa barra (15) compreender em cada uma de suas extremidades esse material isolante. 7. Dispositivo de manutenção de uma trajetória, de acordo com qualquer uma das reivindicações 2 a 6, caracterizado pelo fato de essa barra (15) ser constituída desse material isolante ou revestida pelo menos em parte de uma camada desse material isolante. 8. Dispositivo de manutenção de uma trajetória, de acordo com qualquer uma das reivindicações 1 a 7, caracterizado pelo fato de essa barra (15) ter pelo menos uma parte de uma de suas extremidades talhada em viés. 9. Dispositivo de manutenção de uma trajetória, de acordo com qualquer uma das reivindicações precedentes, caracterizado pelo fato de essa barra (15) compreender em pelo menos uma de suas extremidades um rodete (153) de apoio configurado para se apoiar sobre um desses trilhos laterais (13, 14), quando desse descarrilhamento e/ou de perda de orientação desse veículo guiado. 10. Dispositivo de manutenção de uma trajetória, de acordo com qualquer uma das reivindicações precedentes, caracterizado pelo fato de essa barra (15) ser constituída de aço. 11. Dispositivo de manutenção de uma trajetória, de acordo com qualquer uma das reivindicações precedentes, caracterizado pelo fato de esse meio de fixação (16) compreender um dispositivo de amortecimento de choque destinado a amortecer uma transmissão ao elemento de orientação de um choque de um objeto com essa barra (15). 12. Elemento de orientação de um veículo guiado, caracterizado pelo fato de compreender o dispositivo de manutenção de uma trajetória, como definido em qualquer uma das reivindicações 1 a 11. 13. Elemento de orientação, de acordo com a reivindicação 12, caracterizado pelo fato de compreender um par das referidas rodas (1, 2) de orientação montadas em V e providas de garras que permitem conter o trilho de orientação (3). 14. Veículo guiado, caracterizado pelo fato de compreender o dispositivo de manutenção, como definido em com qualquer uma das reivindicações 1 a 11.RESUMOPatente de Invenção: "DISPOSITIVO DE MANUTENÇÃO DE UMA TRAJETÓRIA DE UM VEÍCULO GUIADO EM CASO DE DESCARRILHAMENTO E/OU PERDA DE ORIENTAÇÃO". A invenção descreve um dispositivo de manutenção de uma trajetória de um veículo guiado, destinado a equipar um veículo guiado apto a se deslocar em uma via compreendendo um trilho de orientação (3) e dois trilhos laterais (13, 14) paralelos a esse trilho de orientação, esse veículo guiado compreendendo um elemento de orientação que compreende rodas (1, 2) de orientação, cada uma das rodas sendo destinada a se apoiar sobre esse trilho de orientação, esse dispositivo de manutenção compreendendo: a) uma barra (15) destinada a ser fixada nesse elemento de orientação de maneira a ser transversal à via, essa barra tendo um comprimento (L) compreendido entre a distância (D) que separa os trilhos laterais, um do outro subtraído da largura (C) da cabeça de carril desse trilho de orientação e a distância (D); b) um meio de fixação adaptado para uma função dessa barra (15) nesse elemento de orientação, de maneira que essa barra seja posicionada transversalmente entre e no nível desses trilhos laterais. 12/121/13/31/31/11/1

Histórico de despachos

Publicações na Revista da Propriedade Industrial (RPI).

Concessão da patente

#16.1

20 (vinte) anos contados a partir de 12/02/2013, observadas as condições legais

17/08/2021

RPI 2641

Deferimento

#9.1

08/06/2021

RPI 2631

Transferência deferida

#25.1

26/05/2020

RPI 2577

Alteração de sede deferida

#25.7

12/05/2020

RPI 2575

Exigência preliminar

#6.21

17/03/2020

RPI 2567

Notificação de acesso ao patrimônio genético

#6.6.1

04/12/2018

RPI 2500

Retificação da notificação da fase nacional - PCT

#1.3.1

Retificação do despacho 1.3 publicado na RPI nº 2424 para inclusão da informação que tal despacho referiu-se a publicação automática da admissibilidade da fase nacional depositado via PCT . Tratado de cooperação em matéria de Patentes, conforme Instrução Normativa nº 02, de 06/06/2017 publicada na RPI nº 2422, de 06/06/2017.

25/07/2017

RPI 2429

Notificação de entrada na fase nacional - PCT

#1.3

Publicação automática da admissibilidade da fase nacional depositado via PCT . Tratado de cooperação em matéria de Patentes, conforme Instrução Normativa nº 02, de 06/06/2017 publicada na RPI nº 2422, de 06/06/2017.

20/06/2017

RPI 2424

Alteração de dados cadastrais

#1.1

21/10/2014

RPI 2285

Monitoramento de patentes

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