Resumo técnico
Dispositivo para desinfetar espaços fechados. PROPÓSITOS DO INVENTO. O presente modelo de utilidade se refere a um método e a um dispositivo para desinfetar espaços fechados através de meios em aerossol; o método e o dispositivo apresentam a característica de que o aerossol é disperso através de cargas eletrostáticas negativas e positivas, alternadamente, com base no volume alcançado pela intensidade do campo eletromagnético induzido no espaço fechado em tratamento; isto tem como resultado a redução nas doses do desinfetante, a aceleração do tratamento de desinfecção do ar e das superficies, bem como na aceleração da precipitação das partículas em suspensão como resultado do crescimento induzido de eu tamanho, assim obtendo uma retirada mais rápida do produto após a dispersão euso, com conseqúente maior produtividade em função dos menores tempos que são necessários para um acesso seguro no espaço fechado após o tratamento. DESCRIÇÃO DO ESTADO DA ARTE RELEVANTE. Os microorganismos que estão presentes no ar tendem a permanecer em suspensão como resultado do movimento Browniano, o qual é devido ao fato de que eles se repelem mutuamente. A repulsão é resultante do fato de que os microorganismos apresentam estruturas similares uma das outras e porque, como é bem conhecido, as cargas elétricas no sistema bipolar da membrana da célula apresentam sinal positivo na superfície e sinal negativo na direção do protoplasma, o qual é situado no seu interior. A eficácia da desinfecção de um espaço fechado através de meios em aerossol é afetada pelo tamanho das gotículas uma vez que apenas aquelas gotículas que apresentam uma dimensão menor que 5 pm, devido ao valor alto para a tensão superficial dos filmes externos da goticulas, constitui um aerossol seco que permanece em suspensão no ar com uma grande mobilidade e o qual pode interagir com os microorganismos suspenso no ar. Por outro lado, a desinfecção de um espaço fechado também requer o tratamento das superfícies as quais, portanto, precisam ser alcançadas pelas gotículas as quais estão aptas a umedecer e as quais apresentam uma tensão menor no filme superficial e, desta forma, são de maior tamanho. Devido a sua natureza, os sistemas convencionais para a produção de aerossóis para o propósito de desinfetar produz uma mistura de gotículas de diversos tamanhos, os quais recaem dentro de uma faixa a qual varia de acordo com o sistema, mas que, em geral, fica entre 1 e 20 pm, tornando possível, de uma forma ou de outra, satisfazer os dois requisitos conflitantes. Entretanto, considerando que apenas as goticulas abaixo de 5 pm permanecem em suspensão e podem assim atuar nos microorganismos, as gotas Maiores tendem a cair rapidamente em uma distância pequena. Isto leva a dois problemas. O primeiro é que, com estes sistemas convencionais, as doses dos desinfetantes devem ser muito altas. Em geral são necessárias doses mais altas que 10 gramas de desinfetante por metro cúbico do espaço fechado, de acordo com a atividade química/biológica do produto usado e do tipo de ispositivo. De fato, e com estes sistemas convencionais, e de modo a possibilitar simultaneamente que se consiga o contato tanto dos microorganismos quanto das superfícies, o ponto médio da função de Gauss do tamanho de partícula fica ao redor de 10 pm de modo a que se tenha tanto pequenas partículas as quais ficam em suspensão quanto partículas grande e úmidas. Por consequência, e para cada pequena partícula com entre 1 e 5 pm, as quais permanecem em suspensão e as quais servem para a interação com os microorganismos em suspensão, também é produzido um número aproximadamente similar de grande gotas, com entre 15 e 20 pm; estas caem rapidamente e a maior parte fica sem uso nas proximidades do gerador. Para se ter uma idéia da quantidade de produto que pode ser perdida, deve-se ter em mente que uma gota que cai, com um tamanho de 20 pm, apresenta um peso 1000 vezes o de uma gotícula a qual permanece em suspensão. Desta forma, e com estes sistemas convencionais, uma grande quantidade do produto também é desperdiçada em vista do fato de que são necessários períodos grandes de distribuição de modo a garantir que seja produzida uma quantidade mínima necessária de pequenas gotículas. O segundo problema resulta do fato de que, nestes sistemas, a capacidade de tratamento periódico é, em geral pequena uma vez que são necessários longos períodos de espera para um acesso seguro ao recinto. Os ciclos de tratamento apresentam um período total de duração entre uma e duas horas, de acordo com o volume e o volume do recinto. De fato, e após a dispersão, é necessária uma pausa de não menos de uma hora antes de se entrar, de modo a evitar que as pessoas inalem o desinfetante que ainda se encontra em suspensão levando-se em consideração o fato de que, mesmo mantendo-se as condições e sem levar em consideração o movimento Browniano, o tempo de precipitação das as partículas com tamanhos entre 1 e 5 pm é de diversas horas, de acordo com a lei de Stokes.Com referência, a título de exemplo, a desinfecção de 50 quartos de hotel, com métodos convencionais e utilizando um único dispositivo, são necessárias quase 100 horas de trabalho. Este é um período de tempo proibitivo em vista do fato de que o tratamento pode ser realizado somente durante um curto período de tempo no qual, após o quarto ter sido desocupado, este fica a disposição do pessoal de serviço de modo a colocá-lo em ordem. Caso estejam disponíveis duas horas para arrumar os quartos, será necessária uma quantidade próxima a cinqúenta dispositivos, ou seja, um por quarto, sendo que apenas quatro conjuntos de dispositivos seriam suficientes caso o tratamento apresentasse uma duração total de apenas 10 minutos. Basicamente, fica claro que a capacidade efetiva de um dispositivo para a desinfecção de espaços fechados é diretamente proporcional a conteúdo de goticulas ultrafinas presentes no aerossol que é disperso, e inversamente proporcional ao tempo de espera que é necessário para o esgotamento do desinfetante após a sua dispersão. Atualmente, os aerossóis para a desinfecção de espaços fechados são produzidos principalmente através de válvulas Venturi. Os sistemas com tomizadores rotatórios não são empregados na prática para a desinfecção de espaços echados mas são empregados, de forma mais ampla, na agricultura e para a pintura. Também existem sistemas que se utilizam do efeito iezoelétrico. Estes são em geral usados exclusivamente para a umidificação do ar uma ez que os transdutores piezoelétricos não são apropriados para uso com soluções de rodutos quimicos, em particular de produtos corrosivos tais como, por exemplo, o eróxido de hidrogênio e os perácidos. Ainda mais, existe um sistema de tela o qual, pesar de ser amplamente difundido, apresenta grandes limitações, as quais serão melhor descritas a seguir. De qualquer forma, em nenhuma literatura de patente elativa aos diversos sistemas de atomização e de nebulização existem pedidos similares o presente no qual o tamanho das partículas em suspensão, após a dispersão, é ontrolado por meio da ionização e com sequências alternadas de campos eletrostáticos com polaridades opostas. Na nebulização através do efeito Venturi, o liquido é dividido em pequenas gotículas por meio do ar comprimido que passa, juntamente com o líquido, através de bicos que contém orifícios convergentes/divergentes. É assim obtida uma évoa na qual as goticulas apresentam tamanhos muito variados, no melhor entre 1 e 20 m com uma média gaussiana de cerca de 10 pm. A distribuição de tamanhos resulta do fato de que a nebulização ocorre através de um processo o qual está vinculado com a turbulência das linhas do fluido, isto é, a qual é essencialmente aleatória. Além disto, e nas regiões nas quais é alta a concentração das gotículas que estão sendo formadas, algumas dentre as goticulas recém formadas sofrem uma coalescência e se unem formando novas gotículas maiores, tanto devido a probabilidade alta de se encontrarem quanto devido as cargas eletrostáticas de sinal oposto que as gotículas e os materiais adquirem devido a ruptura do líquido e a fricção. Através deste método, a distribuição de tamanhos resulta ampla e o percentual de gotículas com tamanhos de cerca de 1 pm é pequeno. De fato, e de modo a reduzir o tamanho das goticulas, ressonadores sonoros ou a ultra-som são adicionados a jusante do Venturi em algumas aplicações. Este é o caso das patentes seguintes: FR 2 481 782 depositada por Wanson, FR 2 758 476 de Klein, EP O 394 629 de Caldyn Apparatebau, DE 33 05 664 de Kurosaki Refractories, GB 1 507 929 de Mitsubishi Precision, GB 2 096 911 de Simpkins, US 4 564375 de Munk, US 6 513 736 de Corning lnc, EP 1 682 279 de Gloster Santé Europe.Fazendo referência, em particular, aos ensinamentos da EP 1 682 279, a qual foi depositada em 2003, e que tem expressamente o escopo da dispersão de aerossóis os quais são o tão finos quanto possível para a desinfecção deespaços fechados, é mostrado que a distribuição das gotículas obtidas é ainda muito ampla neste caso, uma vez que é declarado como sendo da ordem de 2 a 20 pm de diâmeetro com a média de Gauss entre 7 e 15 pm. O sistema de nebulização que está baseado em um atomizador rotatório, isto é, aquele que é empregado no presente invento, é basicamente constituído de uma taça um sino, o qual é mantido em rotação com velocidade alta, emgeral dentro de uma faixa de 15.000 a 60.000 revoluções por minuto. O material, o qualem geral é introduzido no centro, é expulso pelo sino através da força centrifuga, e o fluxo de goticulas é então defletido para a direção desejada por meio de um jato de arcomprimido ou por um ventilador. Este método produz gotículas com uma distribuição restrita de tamanhos e é utilizado, em particular, nos sistemas de pintura, em especial nos sistemas de pintura eletrostática, e no setor da agricultura. Nestas aplicações, não são necessárias gotículas particularmente finas, o tamanho de gotícula otimizado ficando ao redor de 30 pm, mas é necessária uma distribuição de tamanhos restrita, a qual o sistema alcança. Nas aplicações relativas as pinturas eletrostáticas, uma tensão elétrica em corrente contínua, da ordem de entre 40 e 100 KV, é usada para carregar eletricamente as gotículas de forma que estas possam ser atraidas pela peça que está sendo pintada, a qual é disposta de frente e conectada ao outro terminal do gerador de tensão. Em todos estes sistemas, a carga elétrica é inferida ao aerossol com uma polaridade fixa e constante (tanto positiva quanto negativa) no momento em que O produto entra em contato com o sino rotatório no qual a tensão é aplicada de várias formas. Estes sistemas são descritos, em particular, em EP O 857 515 A3 de Illinois Tool Work lnc., US 4 723 726 de Toyota e outros, US 4 887 770 de Wacker e outros, US 5 474 236, US 5 433 387 de Ransburg Corp., US 5 947 377 e US 6 053 437 de Nordson Corp., US 6 003 784 de Gunnar Van de Steur. Um outro método de nebulização emprega dispositivos piezoelétricos os quais, através da oscilação em alta freqúência, transferem a oscilação para o líquido que é disposto em contato; o líquido se rompe em partículas que são então arrastadas juntamente com um fluxo de ar. Estes sistemas são descritos na EP O 860 211 depositada por Degussa, US 5 145 113 de United Technologies mc., e US 6855943 de Northroo Grumman Corporation. Por fim, existe um outro sistema o qual utiliza o efeito de rompimento de Rayleigh e o qual está descrito em US 6 189 813 e US 6. 378 788 depositadas pela Corning mc.Nos sistemas com telas, o liquido é aspergido contra uma malha por meio de um motor dotado de pás, o qual arrasta o líquido a partir de um tanque, levando a formação de goticulas com tamanhos amplamente variados mediante o impacto. Naturalmente, também são produzidas cargas eletrostáticas com sinal misturado a partir do impacto e divida a fricção. Apenas as gotículas menores seguem na forma de um aerossol através de um fluxo de ar. As gotículas maiores, por outro lado, caem dentro do tanque, tal como aquelas que são formadas no meio tempo pelas gotículas finas devido a eletricidade estática e ao fenômeno de coalescência. Este dispositivo, o qual é utilizado no setor doméstico, na grande maioria na forma de umidificadores, produz um aerossol com um tamanho minimo de gotículas da ordem de 15-20 pm devido ao fato de que, caso a velocidade do fluxo de ar seja reduzida de modo a arrastar apenas as goticulas menores, a produção de torna infima. O tamanho de gotículas relativamente grande permite que seja conseguida a desinfecção nas proximidades do dispositivo, e as regiões de sombra com relação ao gerador de névoa são tratadas com dificuldade, do que resultam grandes doses e um grande desperdício do produto. Nenhuma das aplicações ou dos métodos supra indicados, e em outros que estão baseados de certa forma nestes, reivindicam qualquer forma de controle do crescimento das goticulas e das partículas em suspensão após a dispersão, ou de sua saída, por meio de ciclos alternados com polaridade reversa do campo eletrostático, ou por quaisquer outros métodos. Exceto no que tange a desinfecção de espaços fechados,na maioria das aplicações, não existe indicação de produzir inicialmente gotículas finas ou pequenas e então fazer com que estas cresçam de tamanho após estas terem sido dispersas no ar. Em pintura, os tamanho das gotículas emitidas pelo sistema de nebulização não deve ser menor que 25 pm de modo a evitar que o produto seque muita rápido, o que poderia levar a produção de regiões com um acabamento rugoso e áspero. Na aspersão na agricultura, também é necessário evitar que o sistema de nebulização produza goticulas excessivamente pequenas de modo a evitar a dispersão em outros campos e a perda de produto. DESCRIÇÃO DO INVENTO O método e o dispositivo para desinfetar espaços fechados do presente invento utilizam um atomizador rotatório como o gerador de aerossol em combinação com outros componentes, os quais são essenciais para que se obtenham os resultados indicados. Estes resultados consistem, em comparação com os sistemas convencionais, em uma considerável redução na dosagem do desinfetante, na aceleração do tratamento de desinfecção tanto do ar quanto das superfícies, e na ocorrência de um desaparecimento ou eliminação mais rápida do produto após a dispersão, resultando em uma maior produtividade e em menores tempos necessários para um acesso seguro no espaço fechado após o tratamento. O atomizador rotatório utilizado é constituído de um sino o qual é gira em alta velocidade. A rotação divide o líquido alimentado em pequenas gotículas as quais deixam o bordo de saída por meio da força centrífuga. Na presente aplicação, meios apropriados são usados para evitar que as gotículas pequenas, uma vez formadas, se combinem de forma descontrolada de modo a compor gotículas maiores por coalescência ou por atração. Através da geração de um campo eletrostático na região de formação do aerossol, a mesma polaridade da carga elétrica é aplicada nas gotículas individuais emitidas. Ademais, o campo eletrostática é disperso com a mesma polaridade dentro do espaço fechado em tratamento. Uma vez que as gotículas têm a mesma polaridade no momento em que estas são formadas, elas tendem a se repelirem de modo que elas continuam a sua trajetória até serem atraidas por partículas de polaridade oposta, as quais já estavam presentes ou que forma previamente dispersas no espaço fechado. A intensidade e a polaridade do campo eletrostático no espaço fechado em tratamento preferencialmente é medida de forma constante através de um instrumento dentro do gerador do aerossol. Com base nas medições, o sistema de controle programável do dispositivo reverte a polaridade do campo eletrostático quando este alcança o nível predeterminado de saturação no espaço fechado que está sendo tratado. De forma menos preferencial, a polaridade também pode ser revertida dentro de períodos de tempo programados com base em observações experimentais e em medições. Estas medições controlam a agregação das partículas o que ocorre exclusivamente com as partículas de cargas opostas, após a dispersão no espaço fechado e quando decidido pelo controlador do sistema. Ainda mais, as gotículas São expelidas do dispositivo, na direção do espaço fechado, sem o uso de ar comprimido e de qualquer sistema o qual leve a compressão, assim evitando concentrações de goticulas e a geração de cargas eletrostáticas não controladas. O aerossol dispersado pelo dispositivo é seco com gotículas ultrafinas e com uma distribuição estreita, dentro de uma faixa entre 1 e 5 pm e com uma média gaussiana de cerca de 2,5 pm. O menor tamanho das gotículas permite que O desinfetante seja disperso a qualquer parte do espaço fechado através da movimentação browniana, assim obtendo o tratamento de desinfecção mesmo nas regiões e nas superfícies que não estão diretamente opostas. O atomizador rotatório é um dispositivo que é usado em secagem, em pintura e na agricultura. No setor da pintura este é usado como uma alternativa para o sistema de nebulização a Venturi, uma vez que este produz uma névoa com gotículas de tamanho preciso e uma distribuição de tamanhos mínima. Em pintura, o sistema é geralmente combinado com sistemas eletrostáticos os quais direcionam a nevoa polarizada sobre o objeto a ser pintado, o qual é mantido polarizado com sinal oposto. Uma tensão elétrica em corrente direta da ordem de 40 a 100 KV é usada para carregar eletricamente as gotículas de modo que estas são atraidas pela peça que está sendo pintada, a qual fica disposta na frente e conectada com o outro terminal do gerador de tensão. Em todos estes sistemas, a carga elétrica é inferida ao aerossol com uma polaridade fixa e constante (tanto positiva quanto negativa) no momento em que o produto entra em contato com o sino rotatório no qual a tensão é aplicada de várias formas. O sistema é regulado de modo a evitar a produção de gotículas excessivamente pequenas, para reduzir a perda de tinta, e para melhorar a qualidade do produto acabado. Em geral, é desejado que se obtenha uma tamanho de gotículas ótimo com cerca de 25 pm e um jato com o Maximo possível de concentração de gotículas. Em uso em pintura, o sino rotatório é assim deliberadamente envolvido por um jato de ar comprimido o qual tem o propósito de comprimir e de direcionar o jato, mantendo alta a concentração das gotículas ao longo de toda a trajetória desde o atomizador até o objeto a ser pintado. Na aspersão de produtos para a agricultura, por outro lado, a névoa também deve ser constituída por goticulas não maiores do que 25 pm, de modo a que a nevoa seja suficientemente pesada, tão logo esta seja formada, de modo a umedecer prontamente a colheita, evitando perdas do produto e a dispersão para fora da área em tratamento, devida a ação dos ventos.Em contraste, o método e o dispositivo do presente invento são direcionados para a produção de um jato de aerossol com gotículas que sejam tão pequenas quanto possível e com a menor concentração possível por unidade de volume, ou seja, com a diluição máxima no fluxo aeriforme de transporte. Por meio dos campos eletrostáticos e da reversão controlada da polaridade, partindo-se exclusivamente degoticulas finas, o sistema pode inicialmente fazer com que as goticulas finas interajam com os microorganismos e então aumentem as gotículas que já se encontram dispersas no ar para um tamanho apropriado para umedecer as superfícies, assim utilizando uma quantidade mínima do desinfetante. Tal como o quanto já declarado, a eficiência da desinfecção de um espaço fechado por meio de um aerossol é afetada pelo tamanho das goticulas; apenas as goticulas que apresentam um tamanho abaixo de 5 pm permanecem em suspensão no ar, formando um aerossol seco o qual se move de acordo com uma movimentação browniana com a capacidade de interagir com os microorganismos suspensos no ar. Por outro lado, a desinfecção de um espaço fechado também requer o tratamento das superfícies que devem ser alcançadas por goticulas maiores que estejam aptas um umedecer. O fato que, através do sistema inovador ora descrito, é produzido um aerossol com gotículas puramente ultrafinas as quais são postas a crescer de tamanho apenas em seguida, traz a vantagem de que doses efetivamente menores, abaixo de um décimo, são necessárias em comparação com os sistemas de desinfecção convencionais, O aerossol é gerado de modo a produzir, por meio de um atomizador rotatório, puramente gotículas com tamanhos até entre 1 e 5 pm e com um valor médio gaussiano de cerca de 2,5 pm de modo que todo o produto disperso permanece em suspensão no ar durante o primeiro estágio da operação. Uma outra característica é a de que, no momento em que o aerossol é emitido dentro do espaço fechado em tratamento, este é submetido a cargas eletrostáticas através da alternação de períodos de polaridade negativa e de períodos de polaridade positiva. Isto traz diversas vantagens. A primeira é a de que, uma vez que as gotículas recém formadas estão eletricamente polarizadas com o mesmo sinal, estas tendem a se repelirem mutuamente, evitando um crescimento descontrolado devido a agregação e.a coalescência. A segunda vantagem é a habilidade de interagir rapidamente com os microorganismos em suspensão no ar. Como é sabido, no sistema bipolar das membranas das células dos microorganismos, as cargas elétricas são de sinal positivo na superfície e de sinal negativo na direção do protoplasma o qual é disposto no seu interior. Por consequência, uma vez que os microorganismos apresentam as mesmas cargas positivas na superfície, estes tende a uma repulsão mutua (figura 1). Caso um aerossol composto por gotículas finas carregadas negativamente seja inicialmente disperso, estas são atraidas pelas membranas externas dos microorganismos (figura 2). Este procedimento não é novo e existem diversos purificadores de ar no mercado os quais emitem lons negativos. Entretanto, deve ser destacado que, uma vez que as partículas que são produzidas simplesmente por agregação entre partículas em suspensão no ar e lons negativos não são eletricamente neutras, mas apresentam uma carga elétrica livre negativa, estas se repelem mutuamente com uma força ainda maior que aquela dos microorganismos originais (figura 3). Caso o desinfetante seja disperso desta forma, este entra em contato com as partículas em suspensão mas as novas partículas formadas pela agregação ainda permanecem em suspensão tanto pela repulsão elétrica mutua entre elas quanto devido ao fato de que o seu tamanho permanece pequeno. O método e o dispositivo do presente invento não estão limitados a dispersão de íons negativos, mas de estágios nos quais os aerossóis com argas elétricas negativas são dispersos alternadamente com estágios nos quais são ispersos aerossóis com carga positiva. O processo tem início em um estágio no qual são dispersos os aerossois com carga negativa. Quando o medidor do campo letrostático, com o qual é dotado o dispositivo, detecta que o ar no espaço fechado alcançou um nível predeterminado do campo, a polaridade é revertida de modo que os aerossois passam a ser dispersos com polaridade positiva. Por meio da atração elétrica, as gotículas positivas que ora estão dispersas, atraem as micelas agrupadas previamente formadas, as quais apresentam uma carga negativa (figura 4). São criados novos agregados (figura 5) que assim crescem ainda mais (figura 6) deste modo recobrindo os microorganismos e tornando-o consideravelmente pesados (figura 7). A dosagem do desinfetante, a qual depende do volume do ambiente a ser tratado, é assim dividida em diversos estágios os quais são realizados em sequência com uma carga apresentando a carga da polaridade da carga eletrostática transportada de cada vez. Na configuração mínima do processo, é realizado um ciclo o qual é composto por dois estágios de dispersão, o primeiro com polaridade negativa e o egundo com polaridade positiva. O ciclo composto de uma dispersão com carga egativa seguido de uma dispersão com polaridade positiva pode ser realizado uma ou mais vezes, de preferência diversas vezes, de modo a levar a um maior crescimento das partículas em suspensão, até que estas caiam. A dispersão dos aerossóis, com cargas elétricas opostas em seqúência, também significa que as gotículas que não tiveram uma oportunidade de e combinarem com os microorganismos se unam a outras de sinal contrário por meio da tração elétrica, assim levando a formação de gotículas maiores as quais São necessárias para umedecer as superfícies (figura 8) e ao mesmo tempo eliminar as otículas finas em suspensão, por queda, quando estas não se tornam mais necessárias. A alternação da carga elétrica no aerossol assim consegue inicialmente a dispersão de gotículas as quais podem entrar em contato com 05 microorganismos e então a formação de grandes partículas as quais caem com uma carga elétrica neutra. Estas novas partículas facilmente umedecem as superfícies e são separadas do ar no qual elas foram admitidas na forma de gotículas finas dentro de um período de tempo muito curto, da ordem de poucos minutos, em comparação com as horas necessárias pelos sistemas convencionais de desinfecção. Isto também é válido para as gotículas do aerossol que não se uniram de forma alguma com os microorganismos em suspensao. No dispositivo do presente invento, é tido um cuidado em particular com o formato e os detalhes do sino e com o sistema de transporte e de dispersão, de modo que são formadas apenas as gotículas muito finas. Ao invés de direcionar o jato por meio do ar comprimido, tal como na maioria das aplicações convencionais, o que deveria envolver uma região de compressão do aerossol e, por consequência, de concentração e coalescência das gotículas em outras gotículas maiores, o jato é gradualmente controlado por meio de dois fluxos laminares concêntricos de ar de transporte o qual é soprado progressivamente, de modo que nunca se formam regiões nas quais o aerossol é submetido a compressão. O fluxo laminar que primeiro encontra o jato tem o propósito de permitir um primeiro espalhamento do jato de aerossol. O segundo fluxo laminar tem a tarefa de diluir ainda mais o jato e de empurrá-lo para o mais longe possível, assim como a de fornecer as cargas eletrostáticas. Estas são produzidas por meio de dispositivos apropriados de descarga por efeito corona, dispostos de forma tal que estes podem reverter a polaridade do campo e dos íons emitidos quando a intensidade do campo eletrostático no ar no espaço fechado em tratamento alcança uma valore predeterminado estabelecido no programa do dispositivo, ou com base no tempo e nos dados dos testes. Com referência as figuras 9 e 10, o líquido a ser micropulverizado é introduzido na câmara central 13 do sino 12 a qual se comunica com o exterior através de uma série de pequenos orificios 14, os quais são dispostos de uma forma radial ou inclinada. O sino gira a uma velocidade entre 10.000 e 100.000 revoluções/minuto, de preferência a 30.000 revoluções/minuto, produzindo um filme de líquido o qual é cortado pelos bordos internos dos orifícios em rotação rápida, levando a formação das gotículas de tamanho regular, apresentando entre 1 e 5 pm, as quais deixam o sino por ação da força centrifuga. As goticulas são coletadas pó rum fluxo de ar laminar primário de modo que é criado um aerossol finamente disperso. O fluxo de aerossol é imediatamente misturado com o fluxo de ar secundário, o qual foi previamente carregado com eletricidade estática por meio do gerador de campo eletrostático, o qual opera com base em uma descarga corona e na energia dispersa das pontas dos eletrodos. O fluxo é gerado por um ventilador de grande saída de modo a conseguir a diluição máxima e um fluxo com uma força adequada para o tratamento dos espaços fechados, mesmo com volumes e dimensões consideráveis. A carga eletrostática do aerossol é produzida no dispositivo por um gerador de campo elétrico nas ponteiras dos eletrodos nos quais é aplicada uma tensão entre 2.000 e 20.000 V, preferencialrnente menor que 10.000 V, de modo a evitar a produção de ozônio. O gerador de campo é construido de modo a estar apto a reverter o sinal da polarização. Ademais, este apresenta um sensor o qual mede a intensidade do campo eletrostático presente no espaço fechado em tratamento, através da medição deste no ar que entra no dispositivo. Este sistema de medição é usado pelo sistema de controle do dispositivo para estabelecer o momento ótimo para a reversão da carga eletrostática conferida ao aerossol. Alternativamente, e apesar de ser uma forma menos preferencial, a polaridade do campo eletrostático também pode ser revertida após períodos de tempo predeterminados e programados. No primeiro estágio de dispersão, a carga eletrostática conferida ao aerossol é sempre de polaridade negativa de modo que as gotículas possam se combinar, por atração, com os microorganismos que apresentam uma carga superficial positiva. Oaerossol seco é emitido pelo dispositivo através de um fluxo o qual é preferencialmente direcionado para cima, apensar de que pode ser utilizado qualquer ângulo de dispersão devido ao fato de que o tamanho reduzido das gotículas do aerossol permite que este seja disperso com grande velocidade e em qualquer direção, mesmo alcançando as regiões de sombra em relação ao dispositivo. O dispositivo do invento é definido nas reivindicações em anexo. Em particular, o dispositivo compreende:- uma caixa externa de material não condutor, preferencialmente de formato combinado cilíndrico e cônico, com um eixo vertical; - uma caixa interna de material não condutor, preferencialmente de formato combinado cilíndrico e cônico, com um eixo vertical, a qual é disposta de modo a formar uma câmara para a passagem de ar entre as duas caixas; - um sino rotatório de alta velocidade, disposto dentro da caixa interna e nas proximidades de uma extremidade desta, e formado com um diâmetro tal que uma passagem anular permaneça aberta entre o sino e o bordo externo da caixa interna; -um soprador de ar, atuando de forma que o ar é forçado a passar, de forma laminar, através da supra citada passagem anular; -a forma do sino atomizador rotatório sendo tal de modo a formar uma câmara anular interna dentro da qual o líquido é dosado e a qual se comunica, por meio de pequenos orifícios, com o exterior, o qual apresenta um formato côncavo de modo a facilitar a deflexão das goticulas; -um ventilador para gerar um fluxo de ar na câmara existente entre a caixa externa e a caixa interna; -meios apropriados para gerar um campo eletrostático e para causar a saída do aerossol pelo dispositivo ionizado alternadamente com polaridade negativa e com polaridade positiva; opcionalmente, meios os quais possam medir a carga eletrostática no espaço fechado em tratamento; meios apropriados para dosar o líquido destinado a formar o aerossol dentro de uma câmara disposta dentro do sino atomizador rotatório; e um sistema programável para dosar o aerossol dependendo do volume do espaço fechado a ser tratado, com as dosagens necessárias, e com o tipo de desinfetante, assim como para realizar os diversos estágios do ciclo, incluindo o monitoramento e a reversão da carga eletrostática do aerossol, a qual é preferencialmente produzida com base na medição da carga eletrostática presente no espaço fechado em tratamento. Outras vantagens e características do método e do positivo de acordo com o presente invento ficarão mais claras a partir da descrição atalhada que segue, relativa as figuras 9 e 10, as quais são fornecidas puramente a ulo de exemplo não limitativo, e as quais mostram esquematicamente o dispositivo para implementação do método de produção do aerossol. O dispositivo é definido por uma caixa externa 1, de material o condutor, e de preferência com um formato combinado cilíndrico e cônico, com um xo vertical. Uma caixa interna 2, de material não condutor, preferencialmente dermato combinado cilíndrico e cônico, com um eixo vertical, é posicionada dentro da caixa externa 1 e é mantida em posição pelos espaçadores 3, de modo que um a ssagem livre 4 permanece entre os dois invólucros. Um ventilador 5, o qual produz um fluxo de ar 6, é disposto a parte inferior da caixa 1. Um gerador de campo eletrostático é disposto acima do antilador 5 e apresenta pontas de eletrodo 8 e um sistema 9 para medir a intensidade campo no ar que entra. O dispositivo opera com uma tensão entre 2.000 e 20.000 V, a preferência abaixo de 10.000 V, de modo a evitar a produção de ozônio. O gerador de ampo é construído de modo a estar apto a reverter a polaridade do campo e dos íons nitidos. O sistema de medição 9 compreende um sensor capacitivo ou equivalente o ial, juntamente com os sistemas eletrônicos apropriados, pode determinar a tensidade do campo eletrostático presente no espaço fechado em tratamento, através a medição deste no ar que entra no dispositivo. Este sistema de medição é usado pelo stema de controle do dispositivo de modo a estabelecer o momento ótimo para a versão da carga eletrostática conferida ao aerossol.Um motor 10 é instalado dentro da caixa interna 2 e aciona sino rotatório 12 do atomizador por meio de um eixo 11. O sino 12 compreende uma mara interna 13 a qual transporta o liquido por meio de força centríuga na direção dos ifícios 14, os quais são formados radialmente em ângulo reto ou com uma inclinação a forma a cortar i filme de líquido que é formado na câmara interna 13 após ser admitido pelo duto 15. O sino é posto a girar com um a velocidade entre 10.000 e 100.000 revoluções por minuto, preferencialmente de 30.000 revoluções por minuto. Durante a rotação, os orificios cortam o filme de líquido em gotículas extremamente finas as quais são expelidas para a porção côncava 16 do sino. O motor 10 também aciona, por meio de um eixo 17, um soprador 18, o qual produz um fluxo de ar 19 que é descarregado dentro da passagem 20.De forma alternativa, o fluxo de ar 19 também pode ser produzido por meio de um soprador separado e, no mesmo sentido, o soprador 18 pode ser acionado por um motor distinto do motor 10. A combinação dos fluxos de ar 6 e 19 com as gotículas expelidas do sino rotatório 12 forma o aerossol 21 polarizado com uma carga eletrostática. Odispositivo é completado com dispositivos para a rotação do motor 10 na velocidade ajustada, com sistemas para o monitoramento doo campo elétrico no ar do espaço fechado em tratamento e para reverter a polaridade do campo eletrostático gerado, e com dispositivos para programar o tratamento na dependéncia do volume a ser tratado, na dose e no tipo de desinfetante. 1.Dispositivo para a geração de aerossôis, particularmente para a desinfecção de espaços fechados, compreendendo um atomizador rotatório com qual pode gerar um fluxo em aerossol de um líquido, caracterizado pelo fato de que este compreende meios para gerar um campo eletrostático e para dispersar o aerossol para fora do atomizador ionizado alternativamente com polaridade negativa e com polaridade positiva. 2 dispositivo, de acordo com a reivindicação 1, caracterizado pelo fato de que este compreende uma unidade de controle, disposta de modo a alternar a polaridade da ionização, de acordo com a carga eletrostática no espaço fechado em tratamento, ou após um período de tempo predeterminado.3.Dispositivo, de acordo com a reivindicação 2, caracterizado pelo fato de que este compreende meios sensores os quais podem medir a carga eletrostática do espaço fechado submetido ao tratamento. 4.Dispositivo, de acordo com uma qualquer dentre as reivindicações de 1 a 3, caracterizado pelo fato de que este compreende:-uma caixa externa de material não condutor; -uma caixa interna de material não condutor, disposta dentro da caixa externa de modo a definir uma câmara para a passagem de ar entre as caixas, - um atomizador como um sino rotatório disposto dentro da caixa interna de modo a definir uma passagem anular livre entre o sino e o bordo externo da caixa externa; -meios de acionamento apropriados para fazer com que o sino gire em alta velocidade para a produção de um aerossol; -primeiros meios para produzir um fluxo de ar laminar e anular através da passagem, para o transporte do aerossol; e -segundo meios para produzir um fluxo de ar na câmara definida entre a caixa interna e a caixa externa. 5.Dispositivo, de acordo com a reivindicação 4, caracterizado pelo fato de que os meios para criar um campo eletrostático são dispostos de modo a interceptar o fluxo de ar que flui através da camada definida entre a caixa interna e a caixa externa de modo a realizar a ionização deste. 6.Dispositivo, de acordo com uma qualquer dentre as reivindicações de 1 a 5, caracterizado pelo fato de que o atomizador rotatório é disposto de modo a produzir gotículas, o tamanho máximo destas sendo não maior que 5 pm. 7.Dispositivo, de acordo com a reivindicação 1, caracterizado pelo fato de que este compreende: - uma caixa externa de material não condutor, preferencialmente de formato combinado cilíndrico e cônico; uma caixa interna de material não condutor, preferencialmente de formato combinado cilíndrico e cônico, a qual é disposta de modo a formar uma câmara para a passagem de ar entre as duas caixas; um sino rotatório de alta velocidade, disposto dentro da caixa interna e nas proximidades de uma extremidade desta, e formado com um diâmetro tal que uma passagem anular livre entre o sino e o bordo externo da caixa interna; um soprador de ar, atuando de forma que o ar é forçado a passar, de forma laminar, através da supra citada passagem anular; a forma do sino atomizador rotatório sendo tal de modo a formar uma câmara anular interna dentro da qual o liquido é dosado e a qual se comunica, por meio de pequenos orifícios, com o exterior, o qual apresenta um formato côncavo de modo a facilitar a de flexão das gotículas; um ventilador para gerar um fluxo de ar na câmara existente entre a caixa externa e a caixa interna; meios apropriados para gerar um campo eletrostático e para causar a saida do aerossol pelo dispositivo ionizado alternadamente com polaridade negativa e com polaridade positiva; meios apropriados para dosar o líquido destinado a formar o aerossol dentro de uma câmara disposta dentro do sino atomizador rotatório; meios para medir a carga eletrostática no espaço fechado em tratamento; e um sistema programável para dosar o aerossol dependendo do volume do espaço fechado a ser tratado, com as dosagens necessárias, e com o tipo de desinfetante, assim como para realizar os diversos estágios do ciclo, incluindo o monitoramento e a reversão da carga eletrostática do aerossol, a qual é preferencialmente produzida com base na medição da carga eletrostática presente no espaço fechado em tratamento.