Resumo técnico
UM MÉTODO DE TRATAMENTO E AGENTES ÚTEIS PARA O MESMO Relatório DescritivoCAMPO DA INVENÇÃO [0001]. A presente invenção se refere em geral a um método de modulação de funcionalidade do enxerto[ACCC1]. Mais especificamente, a presente invenção se refere a um método de infrarregulação [ACCC2]do início [ACCC3]ou progressão de disfunção do enxerto através da infrarregulação do nível funcional de ativina. O método da presente invenção é útil, inter alia, no tratamento e/ou profilaxia de condições caracterizadas pela disfunção do enxerto, tal como a disfunção do enxerto primária associada com transplante de órgão.ANTECEDENTES DA INVENÇÃO [0002]. Detalhes bibliográficos das publicações referidas pelo autor neste Relatório Descritivo são coletados alfabeticamente ao final da descrição. [0003]. A referência neste Relatório Descritivo a qualquer publicação anterior (ou informação dela derivada) ou a qualquer matéria que seja conhecida não é e não deve ser tomada como conhecimento ou confissão ou qualquer forma de sugestão de que aquela publicação anterior (ou informação derivada dela) ou matéria conhecida forma parte do conhecimento geral comum no campo de empenho ao qual este Relatório Descritivo se refere. [0004]. Transplante de órgão se tornou uma terapia estabelecida para pacientes selecionados com disfunção de órgão em estágio final. Como resultado, o número de paciente referido para transplante continua a aumentar, exacerbando, assim, um problema de escassez de órgão de doador crônico e levando ao uso de órgãos mais marginais que seria de outro modo rejeitado durante anos anteriores. Entretanto, além dos problemas de rejeição de órgãos, essa sendo a complicação mais amplamente divulgada de transplante de órgão, ocorre outra complicação séria, que frequentemente precede a rejeição, isso sendo o início de disfunção do enxerto. Essa condição pode tanto levar à falência do órgão quanto exacerbar a rejeição imunológica do órgão. A incidência desta complicação tem sido exacerbada em virtude do uso de órgãos, que, em anos anteriores, teriam sido vistos como inadequados para uso como transplante. Além disso, disfunção do enxerto primário ocorre apesar de avanços significativos na manipulação, armazenamento e preservação do órgão, com uma incidência de entre 10% e 12%, e com um risco associado de mortalidade em 30 dias de entre 42% e 63%, tornando-o a principal causa de morte cedo após o transplante (Christie et al. 2005, Am J Respir Crit Care Med 171 :1312-1316; Christie et al. 2005, Chest 127: 161-165). [0005]. Disfunção ou falência de enxerto primária é uma forma de lesão por isquemia-reperfusão de aloenxerto[ACCC4] que tipicamente ocorre dentro de 72 horas de transplante e é exacerbado por condições agudas e crônicas que comprometem o aloenxerto doador[ACCC5]. Na configuração de transplante de pulmão, por exemplo, é particularmente comum e é caracterizado por hipoxemia, edema alveolar substancial e dano alveolar não específico, similar ao que é característico de Síndrome de Dificuldade Respiratória Aguda[ACCC6] (SDRA) (Christie et al. 2005 supra; de Perrot et al. 2003, Am J Respir Crit Care Med 167:490-511). As mudanças patológicas que são associadas com isquemia-reperfusão de pulmão são complexas e envolvem modulação dependente de tempo de várias rotas de estresse oxidativo, pró-inflamatória e protrombótica que resultam, em última análise, em lesão e morte celular. Além do pulmão, outros órgãos de transplante sólidos, incluindo o rim, fígado e coração, passam por lesão por isquemia-reperfusão similar relacionada às mudanças no preparo para o transplante, que resulta no estabelecimento de um estado pró-inflamatório que pode ser prejudicial à sobrevivência do enxerto (Boros e Bromberg 2006, Am J Transplant 6:652-658; Jamieson e Friend 2008, Front Biosci 13:221-235; Laskowski et al. 2000, Ann Transplant 5:29-35; van der Woude et al. 2004, J Investig Med 52:323-329). [0006]. Células endoteliais do pulmão, monócitos/macrófagos alveolares e neutrófilos mostraram contribuir à geração de espécies tóxicas reativas a oxigênio[ACCC7] (ROS) durante períodos de isquemia e reperfusão e estes radicais livres derivados de oxigênio têm um papel importante na precipitação de lesão celular e dano pulmonar (de Perrot et al. 2003, supra; Ng et al. 2005, Eur Respir J 25:356-363). Durante isquemia pulmonar não hipóxica, como estaria presente durante a fase inicial de armazenamento de pulmão doador, células endoteliais pulmonares parecem ser uma importante fonte de geração de ROS devido à ativação do sistema de oxidase NADPH por meio de um mecanismo distinto que envolve mecanotransdução[ACCC8] iniciada pela falta de fluxo vascular (Wei et al. 1999, Circ Res 85:682-689). Assim como a geração de ROS que contribui para a lesão por isquemia-reperfusão tecidual de transplante pulmonar, estudos de expressão genética usando RNA extraído de células derivadas de lavagem broncoalveolar (BAL) pós-transplante demonstraram que a disfunção do enxerto primária é associada com a suprarregulação de múltiplos genes associada com inflamação, apoptose, crescimento celular e fibrose (Lande et al. 2007, Proc Am Thorac Soc 4:44-51; Lu et al. 2006, Chest 130:847-854). Esse processo ocorre de forma similar em outros tipos teciduais doadores. [0007]. Uma vez que as consequências patológicas de lesão por isquemia-reperfusão foram identificadas como a principal causa de falência de enxerto, foco mais recente tem estado na avaliação e manuseio de pulmão doador como um meio de preservação de função e minimização subsequente de lesão por isquemia-reperfusão. O desenvolvimento de diversas soluções para a preservação de pulmão, tais como as soluções do tipo intracelular que confiam em alto K+, baixo Na+ e as soluções do tipo extracelular (baixo K+, alto Na+), com e sem aditivos tais como Dextrano 40, glicose e rafinose permitiu melhor preservação e extensão de tempos de isquemia até 12 horas com doadores excelentes (de Perrot et al. 2003, supra). Como uma extensão deste processo de preservação, foi determinado que variações sutis em volume, pressão e temperatura da solução de perfusão podem também minimizar danos isquêmico e levar a melhores resultados (de Perrot et al. 2003, supra). [0008]. Um número de outras estratégias farmacológicas objetivando o tecido doador tanto antes da recuperação e/ou durante o armazenamento tem mostrado moderar a extensão da lesão por isquemia-reperfusão depois tanto de transplante experimental quanto clínico. Instilação de sufactante exógeno ao tecido doador imediatamente antes da recuperação tem mostrado ter um efeito protetor (Struber et al. 2007, J Thorac Cardiovasc Surg 133: 1620-1625). O imunodirecionamento[ACCC9] da enzima antioxidante catalase para o endotélio por meio da conjugação para anticorpos anti-PECAM mostrou reduzir o estresse oxidativo e lesão por isquemia-reperfusão subsequente e também prolongou o tempo de armazenamento por isquemia fria aceitável de enxertos (Kozower et al. 2003, Nat Biotechnol 21:392-398). Inibição de atividade protease por inclusão do inibidor de protease serina do tipo Kunitz aprotinina à solução de preservação mostrou atenuar a lesão por isquemia-reperfusão tanto em modelos animais (Shimoyama et al. 2005, Eur J Cardiothorac Surg 28:581 -587) quanto em transplante clínico (Bittner et al. 2006, Eur J Cardiothorac Surg 29:210-215). A adição de um inibidor de elastase de neutrófilo diretamente à solução de preservação antes da armazenagem por 16 horas levou a lesão por isquemia-reperfusão reduzida e função tecidual melhorada (Mori et al. 2007, Eur J Cardiothorac Surg 32:791-795). A adição direta do inibidor da dipeptidil peptidase (DPP) IV AB 192 à solução de preservação antes do armazenamento por 18 horas reduziu a lesão por isquemia-reperfusão ao tecido e permitiu o transplante bem sucedido (Zhai et al. 2006, Transplant Proc 38:3369-3371). Como uma abordagem alternativa para reduzir danos tecidual, Okada et al. (FASEB J 15:2757-2759, 2001) mostrou que tratar o tecido doador com um oligonucleotídeo antisense para bloquear a expressão do fator de transcrição induzida por hipoxia Egr-1 inibiu a indução do Egr-1 e seus genes alvos a jusante, tais como IL-1?, fator tecidual [ACCC10]e inibidor-1 do ativador do plasminogênio[ACCC11], resultando em melhora marcada na função do enxerto e sobrevivência do receptor. Em geral, estes estudos anteriores demonstram que é tecnicamente viável pré-tratar tecido doador por meio de diversas estratégias farmacológicas, a fim de tentar mitigar a lesão por isquemia-reperfusão após o transplante. [0009]. Todavia, embora avanços significativos na preservação de órgão doador, técnicas cirúrgicas, terapias imunossupressivas, e estratégias anti-infectivas pelos últimos 20 anos foram associados a resultados de enxerto melhorados no curto a médio prazo, lamentavelmente, estes não se traduzem em resultados a longo prazo melhorados. Isso é particularmente verdadeiro no caso de transplante de pulmão, onde, apesar de função de pulmão inicial frequentemente aceitável sendo alcançada, disfunção de aloenxerto associada à rejeição crônica, que clinicamente se manifesta como Síndrome Bronquiolite Obliterante[ACCC12] (BOS), ocorre em 40% de recipientes de transplante de pulmão (LTR) em 2 anos e leva a taxas de mortalidade tão altas quanto 50% em 5 anos (Estenne e Hertz 2002, Am JRespir Crit Care Med 166:440-444; Estenne et al. 2002, J Heart Lung Transplant 21:297-310). BOS é a principal causa de mortalidade a longo prazo em recipientes de transplante de pulmão e pode contribuir significativamente tanto para direta como indiretamente eventos precoces relacionados à lesão por isquemia-reperfusão (Estenne e Hertz 2002, supra; Estenne et al. 2002, supra). Consequentemente, há uma necessidade em curso do desenvolvimento de melhores métodos para o tratamento e manuseio de órgãos durante o processo de coleta e transplante. [00010]. Em trabalho levando à presente invenção, foi determinado que os processos fisiológicos complexos que contribuem para que o início e progressão de disfunção do enxerto possam ser retardados tanto por infrarregulação da funcionalidade da ativina quanto por suprarregulação [ACCC13]dos níveis de folistatina.SUMÄRIO DA INVENÇÃO [00011]. Por todo este Relatório Descritivo e as Reivindicações que se seguem, a menos que o contexto requeira de outro modo, as palavras compreendem e variações tais como compreende e compreendendo serão entendidas como a sugerir a inclusão de um inteiro[ACCC14] ou etapa ou grupo de inteiros ou etapas estabelecidos, mas não a exclusão de qualquer outro inteiro ou etapa ou grupo de inteiros ou etapas. [00012]. Como usado neste documento, o termo derivado de deve ser tomado para indicar que um inteiro ou grupo de inteiros em particular foi originado a partir das espécies especificadas, mas não foi necessariamente obtido diretamente da fonte especificada. Além disso, como usado neste documento as formas no singular de um e o, a, os, as incluem plurais referentes a menos que o contexto claramente estabeleça de outro modo. [00013]. A menos que de outro modo definido, todos os termos técnicos e científicos usados neste documento têm o mesmo significado que comumente entendido por uma pessoa de conhecimento comum na técnica à qual essa invenção pertence. [00014]. Um aspecto da presente invenção é direcionado a um método de infrarregulação do início ou progressão de disfunção tecidual de enxerto mamífero, dito método compreendendo a infrarregulação do nível funcional de ativina em dito tecido. [00015]. Em outro aspecto, é fornecido um método de infrarregulação do início ou progressão de disfunção tecidual em mamífero, dito método compreendendo a infrarregulação do nível funcional de folistatina em dito tecido. [00016]. Ainda noutro aspecto, é proporcionado um método de infrarregulação do início ou progressão de disfunção tecidual de enxerto em mamífero, cujo tecido de enxerto é pulmão, compreendendo dito método a infrarregulação do nível funcional de ativina ou suprarregulação do nível funcional de folistatina em dito tecido. [00017]. Ainda noutro aspecto, é fornecido um método de infrarregulação do início ou progressão de disfunção tecidual de enxerto em mamífero, cujo tecido de enxerto é rim, dito método compreendendo a infrarregulação do nível funcional de ativina ou suprarregulação do nível funcional de folistatina em dito tecido. [00018]. Ainda noutro aspecto, é proporcionado um método de infrarregulação do início ou progressão de disfunção tecidual do enxerto em mamífero, cujo tecido do enxerto é fígado, compreendendo dito método a infrarregulação do nível funcional de ativina ou suprarregulação do nível funcional de folistatina em dito tecido. [00019]. Em outro aspecto, é fornecido um método de infrarregulação do início ou progressão de disfunção tecidual em mamífero, cujo tecido de enxerto é coração, dito método compreendendo a infrarregulação do nível funcional de ativina ou suprarregulação do nível funcional de folistatina em dito tecido. [00020]. Ainda noutro aspecto, é proporcionado um método de infrarregulação do início ou progressão de disfunção tecidual do enxerto em mamífero, dito método compreendendo o pré-tratamento de dito tecido com uma quantidade eficaz de um inibidor de ativina por um tempo e sob condições suficientes para infrarregular a funcionalidade da ativina. [00021]. Em outro aspecto, é fornecido um método de infrarregulação do início ou progressão de disfunção tecidual do enxerto em mamífero, dito método compreendendo o pré-tratamento de dito tecido com uma quantidade eficaz de folistatina. [00022]. Ainda, outro aspecto da presente invenção proporciona um método para o tratamento profilático e/ou terapêutico de uma condição caracterizada por disfunção tecidual do enxerto em mamífero, dito método compreendendo a infrarregulação do nível funcional de ativina ou suprarregulação do nível funcional de folistatina em dito tecido. [00023]. Ainda noutro aspecto, é fornecido o uso de folistatina ou um inibidor de ativina na fabricação de um medicamento para o tratamento de disfunção tecidual do enxerto em mamífero. [00024]. Ainda outro aspecto da invenção é direcionado à folistatina um inibidor de funcionalidade de ativina para uso em tratamento terapêutico ou profilático de disfunção tecidual do enxerto.BREVE DESCRIÇÃO DOS DESENHOS [00025]. Figura 1: Concentrações plasmáticas de ativina A (painel esquerdo) e folistatina (painel direito) em pacientes de transplante de pulmão. Os perfis são apresentados como meio ± SEM, com círculos abertos indicando aqueles pacientes randomizados para condicionamento isquêmico e círculos fechados, aqueles pacientes randomizados para o protocolo de cuidado comum. A barra sombreada em cada painel indica o período de cirurgia/reperfusão durante o procedimento de transplante. [00026]. Figura 2: As concentrações plasmáticas de ativina A (painel esquerdo) e folistatina (painel direito) em um paciente de transplante de pulmão, R45. A barra sombreada em cada painel indica a variação normal tanto para ativina A, quanto para folistatina, e a caixa hachurada indica o período de cirurgia/reperfusão durante o procedimento de transplante. [00027]. Figura 3: preparo de lesão pulmonar em um modelo rato (de Lim et al. 2010, ANZJ Surgery, 80:265-270). [00028]. Figura 4: níveis de ativina A do miocárdio em camundongos do tipo selvagem (WT) e TLR4-/-, seguindo isquemia-reperfusão (IR). Os níveis de proteína ativina A do miocárdio em camundongos WT (A) e camundongos TLR4-/- (B) em grupos de IR e de cirurgia de controle medidos por ELISA (N=5-6 camundongos em cada grupo). Os níveis de mRNA de ativina A do miocárdio em camundongos WT (C) e camundongos TLRA-1- (D) em grupos de IR e de cirurgia de controle, medidos por QRT-PCR. Os níveis de mRNA de ativina A foram normalizados para mRNA 18S e expressados como aumento dobrado sobre o grupo de cirurgia de controle (N=3 camundongos em cada grupo). Os dados são meio ± SEM; * p 75%. Amostras de controle foram tomadas de camundongos que tiveram nefrectomia, mas não LIR; amostras de LIR são de camundongos que tiveram lesão por isquemia-reperfusão; 30m: administrados 30 min antes de LIR; 60m: administrados 60 min antes de LIR. Notar que a LIR produziu uma lesão tubular significativa, que foi reduzida, mas não significativamente, pela administração de folistatina 30 minutos antes da LIR e significativamente quando a folistatina foi administrada 60 minutos antes da LIR. Dados são meio ± SEM; N=4-6 camundongos por grupo. [00040]. Figura 16: Níveis de creatinina sérica em camundongos seguindo a lesão por isquemia-reperfusão. Os níveis de proteína creatinina sérica em grupos de avaliação inicial, controle e LIR 24 horas após LIR como medido por kit de ensaio de creatinina (Abcam). Os camundongos nos grupos LIR foram ainda divididos em grupos de tratamento recebendo administração IP ou do veículo ou da folistatina (FS, 5 µg/camundongo) 30 min (30m) ou 60 min (60m) antes da LIR. Notar que os níveis elevados de creatinina nos grupos de veículo LIR e a queda significativa na pontuação de lesão tubular nos camundongos dados folistatina 30 minutos antes da LIR. Os níveis de creatinina sérica não foram significativamente diminuídos nos camundongos aos quais foi dada folistatina 60 minutos antes da LIR. Dados são meio ± SEM. O número de camundongos em cada grupo experimental é indicado. NS, não significativo.DESCRIÇÃO DETALHADA DA INVENÇÃO [00041]. A presente invenção é prevista, em parte, na determinação de que tanto por infrarregulação do nível funcional de ativina, quanto pelo aumento dos níveis de folistatina em um tecido de enxerto, a incidência ou severidade de disfunção do enxerto pode ser reduzida. Esse desenvolvimento é particularmente excitante, uma vez que isso agora fornece um meio de rotina de redução de forma eficaz da incidência de disfunção do enxerto, isso não tendo sido alcançável até hoje. Até hoje, o desenvolvimento de tecnologia de transplante tem tendido a focar na manutenção da viabilidade das células de um órgão subsequentemente à sua coleta e antes do transplante ou no desenvolvimento de meios para suprimir rejeição imunológica hospedeiro contra enxerto ou enxerto contra hospedeiro. Entretanto, a noção de modulação dos processos psicológicos, que estão ocorrendo em um órgão coletado não tem sido extensivamente perseguida. Para este fim, pelo controle desse processo, é fornecido um meio de suporte do processo de indução de tolerância do hospedeiro, na medida em que ele pode ocorrer. [00042]. À luz da complexidade dos processos psicológicos envolvidos no início da disfunção do enxerto, a noção de abordagem de todo um órgão para regular estes processos não tem sido perseguida seriamente até hoje. Houve tentativas feitas para tratar o aspecto da inflamação desta condição pelo uso de esteroides. Entretanto, isso teve apenas sucesso limitado, realçando, assim, o fato de que, a fim de reduzir a incidência de disfunção do enxerto, é necessário regular mais do que apenas aspectos isolados dos processos que ocorrem durante a disfunção do enxerto. A determinação de que a inibição de ativina e/ou administração de folistatina pode alcançar esse resultado forneceu agora um meio inesperado e anteriormente indisponível para rotineiramente e efetivamente melhorar a funcionalidade do enxerto, e, assim, suas expectativas para transplante bem sucedido, através da redução da incidência e/ou da severidade de disfunção do enxerto. [00043]. Consequentemente, um aspecto da presente invenção é direcionado a um método de infrarregulação do início ou progressão de disfunção tecidual do enxerto em mamífero, compreendendo dito método a infrarregulação do nível funcional de ativina em dito tecido. [00044]. Em outro aspecto, é fornecido um método de infrarregulação do início ou progressão de disfunção tecidual em mamífero, dito método compreendendo a suprarregulação do nível funcional de folistatina em dito tecido. [00045]. A presente invenção é prevista no tratamento tecidual de enxerto, a fim de reduzir a incidência de disfunção. Por tecido de enxerto, entende-se um tecido que ou se destina a ser ou foi transplantado de uma fonte doadora a uma fonte recipiente. Isto é, o enxerto pode ainda ser localizado in situ (isto é, ainda não foi coletado) ou pode já ter sido coletado, mas ainda não transplantado. Mesmo após o transplante, dito tecido é ainda referido como o enxerto. [00046]. Em geral, o doador do tecido e o recipiente do tecido irão, ambos, ser mamíferos. Entretanto, referência a tecido do enxerto deve também ser entendido como para se estender a tecidos que foram gerados in vitro, tal como tecidos que são desenvolvidos a partir de células-tronco ou linhagens celulares. Tais tecidos podem ser, por exemplo, crescimento em armações tridimensionais. Deve ser entendido que o tecido em questão pode ser todo ou parte de um órgão ou tecido (por exemplo, pele, tecido embrionário). Exemplos teciduais de enxerto aos quais a presente invenção pode ser aplicada incluem, mas não estão limitados a pulmão, coração, fígado, rim, pâncreas, baço, membros ou partes dos mesmos (tais como dedos, dedos do pé, mãos, orelhas ou outros apêndices[ACCC18]), intestino ou pele. Entretanto, dito tecido não inclui dentro de seu escopo suspensões de única célula, que são, às vezes, objeto de transferência a um recipiente, tal como medula óssea, células-tronco ou sangue. [00047]. O tecido pode ser doado a partir de qualquer fonte apropriada. Deve ser também entendido que o tecido pode ter sido submetido a alguma forma de outro tratamento ou manipulação tanto antes, quanto depois de ou subsequentemente à aplicação do método da invenção. Por exemplo, o tecido pode ter sido armazenado por um período de tempo ou de outra forma tratado, tal como, a fim de preservar sua viabilidade. O tecido pode também ter sido submetido a manipulação genética ou outra forma de tratamento ou manipulação, tanto antes, quanto depois da coleta de sua fonte, para modular sua estrutura ou funcionamento. Em outro exemplo, pode ser necessário tratar o tecido, a fim de minimizar a possibilidade da transferência de patógenos derivados do hospedeiro. Seria apreciado que tecidos destinados ao transplante correntemente são submetidos a certos tratamentos padrões, tais como diminuição de sua temperatura, imersão ou perfusão com soluções que suportam a viabilidade ou semelhantes. Consequentemente, os tecidos da presente invenção são previstos para, no entanto, também serem submetidos a estas técnicas de manuseio padrões em qualquer ponto apropriado no tempo em relação à aplicação do método da invenção. [00048]. Também deve ser apreciado que o tecido em questão pode ser autólogo/singênico, alogênico ou xenogênico em relação ao mamífero recipiente. Por exemplo, o tecido de enxerto em questão poderia ser autólogo, se foi gerado a partir das próprias células do recipiente, que foram identificadas, isoladas e/ou diferenciadas em um tecido ou órgão ex vivo e transplantadas de volta no indivíduo do qual elas foram originalmente coletadas. Entretanto, deve ser entendido que a presente invenção, porém, se estende para o uso teciduais derivados de qualquer outra fonte apropriada, onde os tecidos em questão apresentam o mesmo perfil de principal histocompatibilidade (MHC) que o indivíduo que é o sujeito do tratamento. Consequentemente, tais tecidos são efetivamente autólogos em que eles não resultariam nos problemas de histocompatibilidade que são normalmente associados com o transplante teciduais apresentando um perfil de MHC estrangeiro. Para esse fim, embora esses tecidos não levariam a problemas de rejeição imunológica, eles iriam, contudo, ainda sofrer de complicações ligadas a suas coleta e o início de disfunção do enxerto o início destas complicações sendo amplamente não relacionado ao haplótipo MHC do enxerto. Tai tecido deve ser entendido como estando dentro da definição de autólogo. Por exemplo, sob certas circunstâncias, pode ser desejável, necessário ou de significância prática, que o tecido em questão seja isolado de um gêmeo geneticamente idêntico. O tecido pode também ter sido cultivado in vitro e projetados para apresentar o perfil MHC desejado. O uso de tal tecido supera as dificuldades que são inerentemente encontradas no contexto de transplantes tecidual e órgãos. [00049]. Entretanto, onde não é possível ou viável isolar ou gerar tecido de enxerto autólogo, que é correntemente o caso para a maioria dos pacientes, pode ser necessário utilizar um enxerto alogênico. Enxertos alogênicos são aqueles que são isolados da mesma espécie que o indivíduo sendo tratado, mas que apresenta um haplótipo MHC diferente. Embora o uso de tal enxerto no contexto terapêutico precisaria provavelmente do uso de tratamento de imunossupressão, esse problema pode, contudo, ser minimizado pelo uso de um enxerto que apresente um perfil MHC apresentando similaridade com aquele do sujeito sendo tratado, tal como um enxerto que tenha sido isolado/gerado a partir de um parente, tal como um irmão, pai ou filho. A presente invenção deve também ser entendida para estender a transplante xenogênico. Isto é, o enxerto que é introduzido em um paciente é isolado de uma espécie outra que a espécie do indivíduo sendo tratado. Isso pode ocorrer, por exemplo, onde uma pessoa administra tecido pancreático isolado de um porco ou órgãos isolados de primatas não humanos. [00050]. Em uma realização, dito tecido de enxerto é pulmão, rim, fígado ou coração. [00051]. De acordo com esta realização, é fornecido um método de infrarregulação do início ou progressão de disfunção do tecido de enxerto em mamífero, cujo tecido de enxerto é pulmão, dito método compreendendo a infrarregulação do nível funcional de ativina ou suprarregulação do nível funcional de folistatina em dito tecido. [00052]. Ainda noutra realização, é proporcionado um método de infrarregulação do início ou progressão de disfunção tecidual de enxerto em mamífero, cujo tecido de enxerto é fígado, dito método compreendendo a infrarregulação do nível funcional de ativina ou suprarregulação do nível funcional de folistatina em dito tecido. [00053]. Ainda noutra modalidade, é fornecido um método de infrarregulação do início ou progressão de disfunção tecidual de enxerto em mamífero, cujo tecido de enxerto é coração, dito método compreendendo a infrarregulação do nível funcional de ativina ou suprarregulação do nível funcional de folistatina em dito tecido. [00054]. A referência a mamífero ou mamíferos deve ser entendida como uma referência a humanos, primatas, animais pecuários (por exemplo, cavalos, gado, ovelha, porcos, burros), animais de testes de laboratório (por exemplo, camundongos, ratos, porquinhos da índia), animais de companhia (por exemplo, cachorros, gatos) e animais silvestres em cativeiro (por exemplo, cangurus, veados, raposas). Preferencialmente, o mamífero é um humano ou um animal de teste de laboratório. Ainda mais preferencialmente, o mamífero é um humano. [00055]. Como detalhado aqui, o método da presente invenção alcança a infrarregulação do início ou progressão de disfunção do tecido de enxerto. Referência a disfunção deve ser entendida como uma referência à ocorrência de lesão celular, tal como morte celular e/ou funcionalidade celular anômala ou indesejada. [00056]. Sem limitar a presente invenção a qualquer teoria ou modo de ação, disfunção de enxerto primária normalmente ocorre como resultado de isquemia do enxerto. Essa forma de lesão é um problema comum no contexto de transplante de órgão. Em geral, esse tipo de lesão e o início de disfunção do enxerto ocorre dentro de 72 horas do transplante. Além do dano que essa disfunção causa ao funcionamento do próprio órgão, frequentemente levando à falência do órgão e subsequentemente morte do paciente, pode também exacerbar a rejeição imunológica do órgão. [00057]. Ainda sem limitar a invenção de qualquer jeito, a disfunção pode ser caracterizada por um ou mais do início de estresse oxidativo, inflamação e trombose, que diretamente leva à lesão celular e morte. As células endoteliais, monócitos/macrófagos e outras células imunológicas granulócitos não específicas são ativadas e podem contribuir para a geração de espécies reativas a oxigênio. Isso pode, de fato, ocorrer durante isquemia não hipóxica, que é evidente nas fases iniciais de armazenamento de órgão doador. A suprarregulação de espécies reativas a oxigênio é normalmente também associada com a suprarregulação da expressão de genes associada com inflamação, apoptose, crescimento celular e fibrose. Expressão de IL-8 é frequentemente aumentada, aumentando, assim, o restabelecimento de neutrófilos e fosfolipases são ativadas, levando à geração de lipídios, que leva à constrição da vasculatura e aumento da permeabilidade capilar. Essa rede extensiva de respostas fisiológicas deve ser entendida para se enquadrar no escopo de funcionalidade celular indesejada como detalhado acima. Deve ser apreciado que maior parte destes processos é processo fisiológico normal, mas que, em uma circunstância tal como a coleta de um órgão para transplante, é indesejado, uma vez que ele, em última análise, leva a lesão celular do tecido doador e dano à funcionalidade do órgão. Ainda sem limitar a presente invenção, foi descoberto que aspectos inflamatórios desta disfunção pode, de fato, ocorrer durante tanto o período de preservação isquêmica fria, logo após a coleta do órgão, quanto após a reperfusão, uma vez que o órgão foi transplantado no recipiente. [00058]. A referência a disfunção deve, portanto, ser entendida como uma referência a qualquer um ou mais aspectos deste processo, uma vez que ocorre no contexto de órgãos que foram coletados. Para este fim, deve ser entendido que referência a infrarregulação do início ou progressão de dita disfunção deve ser entendida como uma referência à redução do nível de qualquer um ou mais aspectos de dita disfunção, na medida em que ela já começou, ou prevenção, redução ou retardo do início de dita disfunção. A redução no nível de severidade de dita disfunção pode ser parcial, em que algum baixo nível de disfunção continua a ocorrer ou de outro modo não pode ser revertida, ou por ser total, em que a disfunção ou é inteiramente prevenida de seu início, ou, na medida em que ela já começou, foi eliminada. Em muitas circunstâncias, mesmo uma redução parcial no início ou progressão da disfunção pode, contudo, ser desejável resultado, uma vez que pode pelo menos reduzir a extensão e alterar a natureza da redução em funcionalidade do órgão. Por exemplo, onde pode-se esperar anteriormente que um órgão falhe inteiramente, pode ser possível reduzir a disfunção suficientemente, que a falência total de órgão é prevenida, mesmo se algum nível de disfunção, porém, ocorre e não poderia ser totalmente prevenida. É geralmente preferido que a infrarregulação de disfunção seja completa, ao invés de parcial, embora, se isso for alcançável ou não dependerá das circunstâncias da situação em particular, tal como o quão cedo o método da presente invenção foi aplicado ao órgão coletado, subsequentemente a sua remoção do doador. [00059]. A referência a ativina deve ser entendida como referência a um dímero de subunidade da ativina ?. O dímero em questão pode ser um homodímero ou um heterodímero das subunidades da ativina ?, estes incluindo ?A, ?B, ?C, ?D, e ?E. Referência às subunidades deve ser entendida para incluir referência a quaisquer isoformas que possam surgir a partir da união[ACCC19] de de mRNA de ativina ? ou mutante ou formas polimórficas de ativina ?. Referência a ativina ? não se destina a ser limitadora e deve ser lida como incluindo referência a todas as formas de ativina ? incluindo qualquer proteína decodificada pelos genes da subunidade de ativina ?, qualquer polipeptídeo de subunidade, tal como formas precursora que possam ser geradas, e qualquer proteína ?, seja existindo como um monômero, multímero ou proteína de fusão. Formas de proteína multiméricas de ativina incluem, por exemplo, a ativina B homodimérica (?B- ?B) ou a ativina heterodimérica AB (?A- ?B), proteínas ativina BC (?B-?C), ativina BD (?B-?D), ativina BE (?B-?E), ativina A (?A?A), ativina AC (?A?C), ativina AD (?A?D), ativina AE (?A?E), ativina C (?C?C), ativina CD (?C?D), ativina CE (?C?E), ativina D (?D?D), ativina DE (?D?E) e ativina E (?E?E). Preferencialmente, dita molécula de ativina é ativina A ou ativina B. [00060]. Em termos de infrarregulação do nível funcional de ativina ou suprarregulação do nível funcional de folistatina, isso deve ser entendido para significar o nível de ativina ou folistatina que seja funcional. Seria apreciado pela pessoa com conhecimento na técnica que o nível funcional de ativina pode ser infrarregulado tanto reduzindo-se níveis absolutos de ativina, quanto antagonizando-se a atividade funcional da ativina, tal que sua eficácia é aumentada. Mesmo o antagonismo parcial de ativina pode agir para reduzir, embora não necessariamente eliminar, a eficácia da ativina. O aumento do nível funcional de folistatina deve ser entendido como tendo um sentido inverso[ACCC20]. Por exemplo, pode-se aumentar os níveis absolutos de folistatina ou pode-se aumentar sua biodisponibilidade, tal como através do aumento de sua meia-vida. [00061]. Em termos de alcançar a infrarregulação de ativina, os meios para alcançar esse objetivo seriam bem conhecidos de alguém com conhecimento na técnica e incluiriam, mas, sem limitação: [00062]. A introdução em uma célula de uma molécula proteinácea ou não proteinácea, que infrarregula a regulação transcricional e/ou translacional de um gene, em que esse gene pode ser o gene da ativina ou uma porção funcional do mesmo ou algum outro gene ou região do gene (por exemplo, região promotora), que direta ou indiretamente modula a expressão do gene da ativina; ou [00063]. a introdução de uma molécula proteinácea ou não proteinácea, que funciona como um antagonista para o produto da expressão de ativina. [00064]. Em termos de alcançar a suprarregulação de folistatina, isso pode também ser alcançado através de qualquer método apropriado incluindo a administração da própria proteína folistatina ou introdução de uma molécula proteinácea ou não proteinácea, que suprarregule a transcrição e/ou tradução do gene da folistatina. [00065]. As moléculas proteináceas descritas acima podem ser derivadas de qualquer fonte apropriada, tal como fontes naturais, recombinantes ou sintéticas e inclui proteínas ou moléculas de fusão, que foram identificadas seguindo, por exemplo, triagem do produto natural[ACCC21]. A referência a moléculas não proteináceas pode ser, por exemplo, uma referência a uma molécula de ácido nucleico ou pode ser uma molécula derivada de fontes natural, tal como, por exemplo, triagem do produto natural, ou pode ser uma molécula quimicamente sintetizada. A presente invenção contempla moléculas pequenas capazes de agir como antagonistas. Antagonistas podem ser qualquer composto capaz de bloquear, inibir ou de outro modo prevenir a ativina de executar a sua função biológica normal. Antagonistas incluem anticorpos monoclonais e ácidos nucleicos antissentidos, que previnem transcrição ou tradução de genes de ativina ou mRNA em células de mamíferos. A modulação de expressão pode também ser alcançadas utilizando-se antígenos, RNA, ribossomos, DNAzimas, aptâmeros, anticorpos ou moléculas apropriados para uso em cossupressão. Sequências de oligonucleotídeos antissentido apropriadas (fragmentos de DNA de filamento único) de ativina podem ser criadas ou identificadas pela sua capacidade de suprimir a expressão de ativina. A produção de oligonucleotídeos antissentido para uma dada proteína é descrita em, por exemplo, Stein e Cohen, 1988 (Cancer Res 48:2659-2668) e van der Krol et al., 1988 (Biotechiniques 6:958-976). Antagonistas também incluem qualquer molécula que evita que a ativina interaja com seu receptor. [00066]. No contexto de anticorpos, a presente invenção preve o uso de qualquer forma apropriada de anticorpo, incluindo anticorpos catalíticos, ou derivados, homólogos, análogos ou miméticos de ditos anticorpos. Tais anticorpos podem ser monoclonais ou policlonais, e podem ser selecionados de ativina natural[ACCC22] ou suas subunidades ou podem ser especificamente elevados para o dímero da ativina ou seus monômeros (aqui referidos como o antígeno). No caso deste último, o antígeno pode primeiro precisar ser associado com uma molécula portadora. Alternativamente, fragmentos de anticorpos podem ser usados, tais como fragmentos Fab ou fragmentos Fab2. Ademais, a presente invenção se estende para anticorpos recombinantes e sintéticos e para híbridos de anticorpo. Um anticorpo sintético é considerado aqui como a incluir fragmentos e híbridos de anticorpos. O antígeno pode também ser usado para selecionar [ACCC23]anticorpos que ocorram naturalmente. [00067]. Tanto anticorpos policlonais, quanto monoclonais são obtidos através de imunização com o antígeno ou derivado, homólogo, análogo, mutante, ou mimético do mesmo e qualquer dos tipos é utilizável terapeuticamente. Os métodos de obtenção de ambos os tipos de soros são bem conhecidos na técnica. Soros policlonais são menos preferidos, mas são relativamente facilmente preparados através da injeção de um animal de laboratório apropriado com uma quantidade eficaz do antígeno, ou partes antigênicas do mesmo, coleta do soro do animal e isolamento de soros específicos através de quaisquer técnicas imunoabsorventes conhecidas. Embora anticorpos produzidos através deste método sejam utilizáveis, eles são geralmente menos favorecidos, devido à potencial heterogeneidade do produto. [00068]. O uso de anticorpos monoclonais é particularmente preferido devido à capacidade de produzi-los em grandes quantidades e à homogeneidade do produto. O preparo de linhagens celulares de hibridoma para a produção de anticorpo monoclonal derivado da fusão de uma linhagem celular imortal e linfócitos sensibilizados contra o preparo imunogênico pode ser feito através de técnicas que são bem conhecidas daqueles que são versados na técnica. (Ver, por exemplo, Douillard e Hoffman 1981, Basic Facts about Hybridomas, in Compendium of Immunology Vol II, ed. Schwartz; Kohler e Milstein 1975, Nature 256:495-499; Kohler e Milstein 1976, Eur J Immun 6:51 1-519). [00069]. Preferencialmente, o anticorpo da presente invenção especificamente liga o antígeno. Por especificamente liga entende-se ligação de alta avidez e/ou alta afinidade de um anticorpo a um antígeno específico. Ligação de anticorpo a seu epítopo [ACCC24]neste antígeno específico é mais forte do que a ligação do mesmo anticorpo a qualquer outro epítopo, particularmente aqueles que possam estar presentes em moléculas em associação com, ou na mesma amostra que, o antígeno específico de interesse. Anticorpos que liga especificamente a um polipeptídeo de interesse podem ser capazes de ligar outros polipeptídeos em um nível fraco, porém detectável (por exemplo, 10% ou menos da ligação mostrada ao polipeptídeo de interesse). Tal ligação fraca, ou ligação de segundo plano, é facilmente discernível da ligação do anticorpo específico ao polipeptídeo de interesse, por exemplo, através do uso de controles apropriados. [00070]. As moléculas proteináceas e não proteináceas referidas acima são, neste documento, coletivamente referidas como agentes moduladores. Na medida em que é buscado diminuir a atividade de ativina ou aumentar a atividade de folistatina, dito agente modulador é preferencialmente: [00071]. Folistatina. Isso pode ser administrado tanto como uma proteína, quanto sua superexpressão pode ser induzida in vivo, tal como pode meio do sistema mediado por adenovírus descrito por Takabe et al. 2003 (Hepatology 38:1107-1115). [00072]. Qualquer agente que suprarregule a expressão ou funcionamento da subunidade ? de inibina. A subunidade ? pode dimerizar com as subunidades ? de ativina, para formar inibina, infrarregulamento, assim, eficazmente os níveis de ativina. [00073]. Inibina. Essa molécula pode ligar a um ?-glicano e inibir as ações da ativina por meio de seu receptor. Ver, por exemplo, o mecanismo descrito por Xu et al. 1995 (J Biol Chem 270:6308-6313) ou o uso do antagonista Smad7 (Bernard et al. 2004, Molecule Endocrinol 18:606-623). [00074]. Qualquer agente que suprarregule os níveis de ?C, uma vez que isso resulta na formação da forma AC inativa de ativina. [00075]. Anticorpo neutralizador de ativina. Por exemplo, como descrito em Poulaki et al. 2004 (Am J Pathol 164:1293-1302). [00076]. Mutantes de ativina, que inibem ativina nativa de ligar-se a seu receptor. Por exemplo, como descrito em Harrison et al. 2004, (J Biol Chem 279:28036-28044), ou modificações do prodomínio do peptídeo de ativina (ver Makanji Y et al. 2011 Generation of a specific activin antagonist by modification of the activin propeptide. Endocrinol 152:3758-3768). [00077]. Transfecção ou tratamento com um receptor de ativina mutante, que previne que a ativina normal sinalize ou um receptor de ativina solúvel que age como um inibidor concorrente. Ver, por exemplo, o sistema descrito por Maeshuma et al. 2004 (Endocrinology 145:3739-3745). [00078]. Um oligonucleotídeo antissentido de ativina. [00079]. Um antagonista da trombina, tal como lepirudina. [00080]. A este respeito, referência a folistatina deve ser lida como incluindo referência a todas as formas de folistatina, incluindo, a título de exemplo, três cores proteicos[ACCC25] e seis formas de peso molecular que foram identificadas como surgindo dos mRNAs unidos alternativamente FS315 e FS288. Consequentemente, deve também ser entendido para incluir referência a quaisquer isoformas que possam surgir da união alternativa de mRNA de folistatina ou formas mutantes ou polimórficas de folistatina. Deve ser ainda entendido para estender para qualquer proteína codificada pelo gene da folistatina, qualquer subunidade de polipeptídeo, tal como formas precursoras que possam ser geradas, e qualquer proteína folistatina, seja existindo como um monômero, multímero ou proteína de fusão. Uma definição análoga se aplica a inibina. [00081]. Outras formas de folistatina, que são apropriadas para uso na presente invenção incluem: [00082]. A folistatina do tipo selvagem (FS), compreendendo um domínio de N-terminal (ND), seguido por três domínios de folistatina (FSD1, FSD2 e FSD3), com uma sequência ligada por heparina[ACCC26] localizada em FSD1 (posições de sequência de aminoácido 72-86), e todas as isoformas conhecidas da mesma. [00083]. Proteína semelhante à folistatina do tipo selvagem 3 (FSTL3), que é também conhecida como produto genético relacionado à folistatina (FLRG)[ACCC27] e proteína relacionada à folistatina (FSRP), compreendendo um domínio N-terminal (N3D) seguindo por dois domínios semelhantes à folistatina 3 (FS3D1 e FS3D2), e todas isoformas conhecidas das mesmas. [00084]. Análogo à folistatina tendo a estrutura ND-FSD1-FSD2 (isto é, FSD3 menos tipo selvagem[ACCC28]) [00085]. Análogos de (i) e (iii) acima com FSD1 substituído por FSD1, onde FSD1 representa FSD1 com sítio de ligação à heparina removido. [00086]. Análogos de (i) e (iii) acima com FSD1 substituído por FSD1*, onde FSD1* representa FSD1 com sequência anterior a e incluindo a sequência de ligação à heparina removida. [00087]. Formas híbridas de (i) e (iii) acima, onde pelo menos um dos domínios é substituído por um domínio FSTL3 correspondente N3D, FS3D1 e FS3D2. [00088]. Formas híbridas de (ii) acima, onde pelo menos um dos domínios é substituído por um domínio FS correspondente ND, FSD1, FSD1, FSD1* e FSD2. [00089]. Qualquer das proteínas acima modificadas por uma ou mais exclusões, inserções, e/ou mutações em ND, N3D, FSD1, FSD1, FSD1*, F3SD1, FSD2, FS3D2 e FSD3 forneceram as funções de proteína modificada como um antagonista de ativina. [00090]. (Jennifer N. Cash, Elizabeth B. Angerman, Henry T. Keutmann, e Thomas B. Thompson 2012 Characterization of Follistatin-Type Domains and Their Contribution to Myostatin e Activin A Antagonism. Mol Endocrinol, 26(7):1167-1 178; Henry T. Keutmann, Alan L. Schneyer e Yisrael Sidis 2004 The Role of Follistatin Domains in Follistatin Biological Action. Mol Endocrinol, 18(1):228-240). [00091]. A seleção[ACCC29] para os agentes moduladores aqui definidos pode ser alcançadas através de qualquer um dos diversos métodos apropriados, incluindo, mas de nenhuma forma limitado a, colocar em contato uma célula compreendendo o gene da ativina ou equivalente funcional ou derivado do mesmo cum um agente e selecionar para a infrarregulação da proteção de proteína ativina ou atividade funcional, infrarregulação da expressão de uma molécula de ácido nucleico codificando ativina ou infrarregulação da atividade ou expressão de um alvo celular de ativina a jusante. Detecção de tal infrarregulação pode ser alcançada utilizando-se técnicas tais como técnica de western blot, ensaios de mudança de mobilidade eletroforética e/ou leitura de repórteres[ACCC30] de atividade de ativina, tal como luciferase, CAT e semelhantes. [00092]. Deve ser entendido que o gene de ativina ou equivalente ou derivado funcional do mesmo pode ocorrer naturalmente na célula que é o sujeito do teste ou pode ter sido transfectado em uma célula hospedeira para os fins de teste. Além disso, o gene ocorrendo naturalmente ou transfectado pode ser constitutivamente expressado fornecendo, assim, um modelo útil para, nomeadamente, selecionar agentes que suprarregulem a expressão de ativina. Ademais, na medida em que uma molécula de ácido nucleico de ativina é transfectada em uma célula, aquela molécula pode compreender todo o gene de ativina ou pode meramente compreender uma porção do gene, tal como a porção que regula a expressão do produto ativina. Por exemplo, a região do promotor de ativina pode ser transfectada na célula, que é sujeita ao teste. A esse respeito, onde apenas o promotor é utilizado, a detecção da modulação da atividade do promotor pode ser alcançada, por exemplo, ligando-se o promotor ao gene repórter. Por exemplo, o promotor pode ser ligado a luciferase ou a um repórter CAT, a infrarregulação da expressão de tal gene pode ser detectada por meio da modulação da intensidade de fluorescência ou atividade repórter do CAT, respectivamente. Em outro exemplo, o sujeito de detecção poderia ser um alvo regulador da atividade de ativina a jusante, ao invés da própria ativina. Ainda outro exemplo inclui sítios de ligação de ativina ligados a um repórter mínimo. [00093]. Esses métodos fornecem um mecanismo para realização de seleção de alto rendimento[ACCC31] de agentes moduladores putativos, tais como os agentes proteináceos ou não proteináceos compreendendo bibliotecas sintéticas, combinatórias, químicas e naturais. Estes métodos também facilitarão a detecção de agentes que ligam tanto a molécula de ácido nucleico de ativina, quanto o próprio produto da expressão ou que modula a expressão de uma molécula a montante, molécula a montante que subsequentemente infrarregula a expressão de ativina ou a atividade do produto da expressão. Consequentemente, esses métodos fornecem um mecanismo de detecção de agentes que direta ou indiretamente modulam a expressão e/ou a atividade da ativina. [00094]. Esses agentes que são utilizados em conformidade com o método da presente invenção podem tomar qualquer forma apropriada. Por exemplo, agentes proteináceos podem ser glicolisados ou não glicolisados, fosforilados ou desfosforilados em vários graus e/ou podem conter uma gama de outras moléculas usadas, vinculadas, ligadas[ACCC32] ou de outra forma associadas com as proteínas, tais como aminoácidos, lipídios, carboidratos ou outros peptídeos, polipeptídeos ou proteínas. De forma similar, as moléculas não proteináceas em questão podem também tomar qualquer forma apropriada. Tanto os agentes proteináceos, quantos os não proteináceos descritos neste documento podem ser vinculados, ligados ou de outra forma associados com quaisquer outras moléculas proteináceas ou não proteináceas. Por exemplo, em uma realização da presente invenção, dito agente é associado com uma molécula que permite seu direcionamento a uma região localizada. [00095]. A molécula proteinácea ou não proteinácea em questão pode agir tanto direta, quanto indiretamente para infrarregular a expressão de ativina ou da atividade do produto da expressão de ativina. Dita molécula age diretamente se associada com a molécula de ácido nucleico da ativina ou o produto da expressão, para modular a expressão ou a atividade, respectivamente. Dita molécula age indiretamente se associada com uma molécula outra que não a molécula do ácido nucleico da ativina ou produto da expressão, molécula outra que direta ou indiretamente infrarregula a expressão ou atividade da molécula de ácido nucleico da ativina ou produto da expressão, respectivamente. Consequentemente, o método da presente invenção engloba a regulação de expressão da molécula de ácido nucleico de ativina ou atividade do produto da expressão por meio da indução de uma cascata de etapas regulamentares. [00096]. O termo expressão se refere à transcrição e tradução de uma molécula de ácido nucleico. Referência a produto da expressão é uma referência ao produto produzido a partir da transcrição e tradução de uma molécula de ácido nucleico. [00097]. Derivados das moléculas aqui descritas (por exemplo, ativina A, ativina B, folistatina ou outros agentes proteináceos ou não proteináceos) incluem fragmentos, partes, porções ou variantes tanto de fontes naturais, quanto de não naturais. As fontes não naturais incluem, por exemplo, fontes recombinantes ou sintéticas. Por fontes recombinantes entende-se que a fonte celular da qual a molécula em questão é coletada foi geneticamente alterada. Isso pode ocorrer, por exemplo, a fim de aumentar ou realçar de outro modo a taxa e volume de produção por aquela fonte celular em particular. Partes ou fragmentos incluem, por exemplo, regiões ativas da molécula. Derivados podem derivar da inserção, supressão ou substituição de aminoácidos. Derivados insercionais de aminoácido incluem fusões de terminal amino e/ou carboxílico, bem como inserções intrassequência de aminoácidos únicos ou múltiplos. Variantes de sequência de aminoácido insercional são aquelas em que um ou mais resíduos de aminoácido são introduzidos em um sítio predeterminado na proteína, embora a inserção aleatória seja também possível com a seleção apropriada do produto resultante. Variantes delessionais[ACCC33] são caracterizados pela remoção de um ou mais aminoácidos da sequência. Variantes de aminoácido substitucionais são aqueles em que pelo menos um resíduo em uma sequência foi removido e um resíduo diferente inserido em seu lugar. Adições a sequências de aminoácido incluem fusões com outros peptídeos, polipeptídeos ou proteínas, como detalhado acima. [00098]. Derivados também inclui fragmentos tendo epítopos ou partes particulares da proteína inteira fundida a peptídeos, polipeptídeos ou outras moléculas proteináceas ou não proteináceas. Por exemplo, folistatina, ou derivados da mesma, pode ser fundida a uma molécula, para facilitar sua localização a um sítio em particular. Análogos das moléculas contempladas neste documento incluem, mas não estão limitadas a, modificação das duas cadeias laterais, incorporação de aminoácidos não naturais e/ou seus derivados durante a síntese de peptídeo, polipeptídeo ou proteína e o uso de reticulador[ACCC34] e outros métodos que impõem restrições às moléculas proteináceas ou seus análogos. [00099]. Derivados de sequências de ácido nucleico que podem ser utilizadas em conformidade com o método da presente invenção podem de forma similar ser derivados de substituições, supressões e/ou adições de nucleotídeos únicos ou múltiplos, incluindo fusão com outras moléculas de ácido nucleico. Os derivados das moléculas de ácido nucleico utilizados na presente invenção incluem oligonucleotídeos, primers PCR, moléculas antissentido, moléculas apropriadas para uso em cossupressão e fusão de moléculas de ácido nucleico. Derivados de sequência de ácido nucleico também incluem variantes degeneradas. [000100]. Um variante ou mutante deve ser entendido significar moléculas que apresentam pelo menos alguma atividade funcional da forma de molécula (por exemplo, folistatina) da qual é uma variante ou mutante. Uma variação ou mutação pode tomar qualquer forma e pode ser naturalmente ou não naturalmente ocorrente. [000101]. Um homólogo significa que a molécula é derivada de uma espécie outra que aquela que está sendo tratada, em conformidade com o método da presente invenção. Isso pode ocorrer, por exemplo, onde é determinado que uma espécie outra que aquela que está sendo tratada produz uma forma de folistatina, por exemplo, que apresenta características funcionais similares e apropriadas àquela da folistatina que é naturalmente produzida pelo indivíduo sofrendo o tratamento. [000102]. Equivalentes químicos e funcionais devem ser entendidos como moléculas apresentando qualquer uma ou mais das atividades funcionais da molécula em questão, equivalentes funcionais que podem ser derivados de qualquer fonte, tal como sendo quimicamente sintetizadas ou identificadas por meio de processos de seleção, tal como seleção de produto natural. Por exemplo, equivalentes químicos ou funcionais podem ser projetados e/ou identificados utilizando-se métodos bem conhecidos, tais como química combinatória ou seleção de alto rendimento de bibliotecas recombinantes ou seguindo seleção de produto natural. Agentes antagonistas podem também ser selecionados para a utilização de tais métodos. [000103]. Por exemplo, bibliotecas contendo moléculas pequenas podem ser selecionadas, em que moléculas orgânicas tendo um grande número de substituições de grupo pai específico são usadas. Um esquema sintético geral pode seguir os métodos publicados (por exemplo, Bunin et al. 1994, Proc Natl Acad Sci USA 91:4708-4712; DeWitt et al. 1993, Proc Natl Acad Sci USA 90:6909-6913). Brevemente, em cada etapa sintética sucessiva, um de uma pluralidade de substituintes selecionados diferentes é adicionado a cada um de um subconjunto selecionado de tubos em um conjunto ordenado, com a seleção de subconjuntos de tubos sendo tal para gerar todas as permutações possíveis dos substituintes diferentes empregados na produção da biblioteca. Uma estratégia de permutação apropriada é delineada na Patente US 5.763.263. [000104]. Há correntemente interesse generalizado no uso de bibliotecas combinatórias de moléculas orgânicas aleatórias, para buscar compostos biologicamente ativos (ver, por exemplo, Patente US 5.763.263). Ligações [ACCC35]descobertas por bibliotecas de seleção deste tipo podem ser úteis na simulação ou bloqueio de ligações naturais ou interferência nas ligações ocorrendo naturalmente de um alvo biológico. Através do uso de técnicas, tais como aquela revelada na Patente US 5.753.187, milhões de novas substâncias químicas[ACCC36] podem ser rotineiramente selecionados em menos de umas poucas semanas. Do grande número de compostos identificados, apenas aqueles apresentando atividade biológica apropriada são adicionalmente analisados. [000105]. Com relação aos métodos de seleção de biblioteca de alto rendimento, os compostos de biblioteca oligomérica ou de pequenas moléculas capazes de interagir especificamente com um agente biológico selecionado, tal como uma biomolécula, um complexo de macromolécula, ou célula, são selecionados utilizando um dispositivo de biblioteca combinatória que seja facilmente escolhido pela pessoa versada na técnica da gama de métodos bem conhecidos, tais como aqueles descritos acima. Em tal método, cada membro da biblioteca é selecionado por sua capacidade de interagir especificamente com o agente selecionado. Na prática do método, um agente biológico é puxado para dentro dos tubos contendo o composto e permite-se que interaja com o composto da biblioteca individual em cada tudo. A interação é projetada para produzir um sinal detectável que pode ser usado para monitorar a presença da interação desejada. Preferencialmente, o agente biológico está presente em uma solução aquosa e condições adicionais são adaptadas dependendo da interação desejada. A detecção pode ser realizada, por exemplo, por qualquer método baseado funcional ou não funcional bem conhecido para a detecção de substâncias. [000106]. A presente invenção é também direcionada a aptâmeros úteis. Em uma realização, um aptâmero é um composto que é selecionado in vitro para ligar preferencialmente a outros compostos (neste caso, as proteínas identificadas), em um aspecto, aptâmeros são ácidos nucleicos ou peptídeos. Sequências aleatórias podem ser facilmente geradas a partir de nucleotídeos ou aminoácidos (ocorrendo naturalmente e/ou feitos sinteticamente) em grandes números, mas, naturalmente, eles não precisam ser limitados a estes. Em outro aspecto, os aptâmeros de ácido nucleico são filamentos curtos de DNA, que ligam alvos de proteína, tais como aptâmeros de oligonucleotídeos. Os aptâmeros de oligonucleotídeos são oligonucleotídeos que podem se ligar a uma sequência proteica específica de interesse. Um método geral de identificação de aptâmeros é iniciar com oligonucleotídeos degenerados parcialmente, e depois simultaneamente selecionar os muitos milhares de oligonucleotídeos pela capacidade de se ligares à proteína desejada. O oligonucleotídeo ligado pode ser eluído a partir da proteína e sequenciado para identificar a sequência de reconhecimento específica. A transferência de grandes quantidades de um aptâmero quimicamente estabilizado em células pode resultar em ligação específica a um polipeptídeo de interesse, bloqueando, assim, sua função. [Por exemplo, ver as seguintes publicações descrevendo seleção in vitro de aptâmeros: Klug et al. 1994, Mol Biol Rep 20:97-107; Wallis et al. 1995, Chem Biol 2:543-552; Ellington 1994, Curr Biol 4:427-429; Lato et al. 1995, Chem Biol 2:291 -303; Conrad et al. 1995, Mol Divers 1:69-78; e Uphoff et al. 1996, Curr Opi Struct Biol 6:281-287]. [000107]. Certos agentes de inibidores de RNA podem ser utilizados para inibir a expressão ou tradução de RNA mensageiro (mRNA) que é associado com um fenótipo de interesse. Exemplos de tais agentes apropriados para uso neste documento incluem, mas não estão limitados a, RNA de interferência curta[ACCC37] (siRNA), ribozimas, aptâmeros e oligonucleotídeos antissentido. [000108]. Em alguns casos, uma gama de 18-25 nucleotídeos é o tamanho mais preferido para siRNAs. siRNAs podem também incluir RNAs em forma de gancho curtos, em que ambos filamentos de um siRNA de dupla hélice[ACCC38] são incluídos dentro de uma única molécula de RNA. siRNA inclui qualquer forma de dsRNA (produtos proteoliticamente clivada de dsRNA maior, RNA parcialmente purificado, RNA essencialmente puro, RNA sintético, RNA recombinantemente produzido), bem como RNA alterado que se difere do RNA que ocorre naturalmente pela adição, supressão, substituição e/ou alteração de uma ou mais nucleotídeos. Tais alterações podem incluir a adição de material não nucleotídeo, tal como na(s) extremidade(s) do RNA ou internamente (em um ou mais nucleotídeos do RNA). [000109]. Em uma realização, as moléculas de RNA contêm um grupo 3hidroxila. Os nucleotídeos nas moléculas de RNA da presente invenção podem também compreender nucleotídeos não padrões, incluindo nucleotídeos ocorrendo não naturalmente ou desoxirribonucleotídeos. Coletivamente, todos tais RNAs alterados são referidos como análogos de RNA. siRNAs da presente invenção precisa apenas se suficientemente similares a RNA natural que tem a capacidade de mediar a interferência de RNA (RNAi). [000110]. Métodos para projetar RNA de filamento duplo, para inibir a expressão genética em uma célula alvo são conhecidos (ver, por exemplo, Patente US 6.506.559; Elbashir et al. 2002, Methods 26: 199-213; Chalk et al. 2004, Biochem Biophys Res Commun 319:264-274; Cui et al. 2004, Comput Methods Programs Biomed 75:67-73; Wang et al. 2004, Bioinformatics 20: 1818-1820). Por exemplo, desenhos de siRNAs (incluindo em forma de gancho) tipicamente seguem regras termodinâmicas conhecidas (ver, por exemplo, Schwarz, et al. 2003, Cell 115: 199-208; Reynolds et al. 2004, Nat Biotechnol. 22:326-330; Khvorova et al. 2003, Cell 115:209-216). Muitos programas de computador estão disponíveis para regiões selecionadas de uma sequência que são sitos alvos apropriados. Estes incluem programas disponíveis através de fontes comerciais, tais como Ambion, Dharmacon, Promega, Invitrogen, Ziagen e GenScript, bem como fontes não comerciais, tais como EMBOSS, o Wistar Institute, Whitehead Institute, e outros. [000111]. Por exemplo, o desenho pode ser baseado nas seguintes considerações. Tipicamente, sequências mais curtas, menos do que cerca de 30 nucleotídeos, são selecionados. A região codificadora[ACCC39] do mRNA é normalmente o alvo. A busca por uma sequência alvo apropriada opcionalmente começa com 50-100 nucleotídeos a jusante do códon inicial, como proteínas de ligação de região não traduzida e/ou complexos de iniciação de tradução podem interferir com a ligação do complexo de endonuclease do siRNA. Alguns algoritmos, por exemplo, baseados no trabalho de Elbashir et al. 2000 (Methods 26:199-213), buscam um motivo de sequência selecionada e selecionam acertos com aproximadamente 50% de conteúdo G/C (30% a 70% também funcionou). Se nenhuma sequência apropriada for encontrada, a busca é estendida. [000112]. Outros ácidos nucleicos, por exemplo, ribozimas, antissentido, podem também ser projetados com base em princípios conhecidos. Por exemplo, Sfold (ver, por exemplo, Ding, et al., Nucl Acids Res 32 Web Server issue, W135-W141; Ding & Lawrence 2003, Nucl Acids Res 31:7280-7301; e Ding & Lawrence 2001, Nucl Acids Res 20:1034-1046) fornecem programas relacionados a projetar ribozimas e antissentido, bem como siRNAs. [000113]. Em uma realização, a infrarregulação do nível funcional de ativina é alcançada através da administração de folistatina, inibina, um anticorpo direcionado à ativina, um oligonucleotídeo antissentido de ativina, uma molécula de ativina não funcional, que competitivamente inibe a ligação ao receptor de ativina ou um receptor de ativina mutante ou solúvel, que inibe a sinalização de ativina normal. [000114]. Deve ser entendido que, no contexto da suprarregulação dos níveis de folistatina, a folistatina pode reduzir a disfunção do enxerto, através da inibição da funcionalidade de ativina ou pode funcionar independentemente da ativina. Sem limitar a presente invenção a qualquer teoria ou modo de ação, a folistatina é um bloqueador de outros membros de TGF? e pode, independentemente de ativina, reduzir a disfunção do enxerto. [000115]. O método da presente invenção é previsto na determinação de que o tratamento tecidual de enxerto com um inibidor de ativina ou folistatina infrarregula o início ou curso de disfunção do tecido do enxerto, subsequentemente à sua coleta. A esse respeito, deve ser entendido que o enxerto em tela pode ser colocado em contato com dito inibidor ou dita folistatina através de qualquer meio apropriado, incluindo, mas, sem limitação: [000116]. a administração de dito inibidor ou folistatina ao doador do enxerto, antes da remoção do enxerto; ou [000117]. a administração de dito inibidor ou folistatina diretamente ao tecido do enxerto, tanto antes, quanto subsequente à sua remoção de um doador, mas antes de seu transplante; [000118]. Esse método será de particular importância, onde o enxerto é derivado teciduais armazenados ou tecidos que foram gerados ou cultivados in vitro; [000119]. a administração de dito inibidor de folistatina ao enxerto ou recipiente do enxerto em ou certa (tal como antes de) do momento do transplante do enxerto ou após o transplante; [000120]. uma combinação de dois ou mais dos acima. [000121]. Preferencialmente, o enxerto é tratado em conformidade com o método da invenção no momento da coleta ou antes da coleta. Para esse fim, outras moléculas podem também ser simultaneamente ou sequencialmente administradas, tais como drogas imunossupressoras (se o órgão for imunocompetente, tal como o baço), agentes para auxiliar na manutenção da viabilidade do tecido, antibióticos ou outros agentes antipatogênicos ou semelhantes. A presente invenção, portanto, ainda contempla uma combinação de tratamentos, tais como a administração do agente juntamente com outras moléculas proteináceas ou não proteináceas, que podem facilitar o resultado terapêutico ou profilático. Em um exemplo em particular, dito inibidor ou folistatina é adicionado diretamente à solução de preservação tecidual doador no momento da coleta do tecido. Alternativamente, o inibidor ou folistatina pode ser infundido em um doador que esteja sobrevivendo com a ajuda de aparelhos[ACCC40], antes da coleta dos órgãos. O inibidor ou folistatina pode ser administrado como uma dose única ou pode ser administrado como doses sequenciais múltiplas ou pode ser continuamente infundido. Onde mais do que uma molécula é administrada, pode haver administração simultânea na mesma formulação ou em formulações diferentes por meio da mesma rota ou de rotas diferentes ou administração sequencial por meio da mesma rota ou de rotas diferentes. Por administração sequencial entende-se uma diferença de tempo de segundos, minutos, horas ou dias. [000122]. As composições farmacêuticas da invenção podem ser administradas em uma variedade de formas de unidade de dosagem dependendo do método de administração. As dosagens para composições farmacêuticas moduladoras típicas são bem conhecidas daqueles versados na técnica. Tais dosagens são tipicamente consultivas em natureza e são ajustadas dependendo do contexto terapêutico, paciente ou tolerância do órgão em particular. A quantidade de agente adequado para realizar isso é definido como uma dose terapeuticamente eficaz. A agenda de dosagem e quantidades eficazes para este uso, isto é, o regime de dosagem, dependerá de uma variedade de fatores, incluindo a condição do órgão/enxerto, a preexistência ou não de início de disfunção, o tipo de órgão, a formulação farmacêutica e concentração de agente ativo, e semelhantes. No cálculo do regime de dosagem para um órgão, o modo de administração também é levado em consideração. O regime de dosagem deve também levar em consideração a farmocinética, isto é, a taxa de absorção da composição farmacêutica, biodisponibilidade, metabolismo, clearance, e semelhantes. (Ver, por exemplo, o último Remingtons; Egleton e Davis 1997 Peptides 18:1431-1439; Langer 1990 Science 249: 1527-1533). [000123]. Preferencialmente, o enxerto é tratado com o inibidor de ativina ou folistatina antes do transplante. A esse respeito, o tratamento do enxerto desta maneira é referido como pré-tratamento, tal como adicionando dito inibidor ou folistatina ao meio de preservação do órgão, que é usado após um órgão ser coletado. O pré-tratamento pode ser alcançado por quaisquer meios apropriados que seriam bem conhecidos da pessoa de conhecimento na técnica. Deve ser entendido que o projeto de um protocolo apropriado para o tratamento de um enxerto seria uma forma de procedimento de rotina para a pessoa de conhecimento na técnica. Questões a serem consideradas incluiriam o ponto no tempo em que o tratamento deve começar e em que o tratamento deve parar. Para esse fim, questões tais como a concentração do inibidor ou folistatina a ser administrada e a frequência e número de doses também requerem consideração. Na medida em que o método de tratamento é descontinuado, pode ser necessário reinstituir o tratamento, se sintomas de disfunção, tais como uma suprarregulação na inflamação, forem observados. [000124]. Consequentemente, é fornecido um método de infrarregulação do início ou progressão de disfunção do enxerto em mamífero, dito método compreendendo o pré-tratamento de dito tecido com uma quantidade eficaz de um inibidor de ativina por um tempo e sob condições suficientes para infrarregular a funcionalidade de ativina. [000125]. Em outra realização, é fornecido um método de infrarregulação do início ou progressão de disfunção tecidual de enxerto em mamífero, dito método compreendendo o pré-tratamento de dito tecido com uma quantidade eficaz de folistatina. [000126]. Preferencialmente, dito enxerto é pulmão, coração, rim ou fígado. [000127]. Uma quantidade eficaz significa uma quantidade necessária pelo menos parcialmente para obter o resultado desejado, ou para atrasar o início ou inibir a progressão ou parar completamente, o início ou progressão da disfunção. A quantidade varia dependendo da saúde e condição física do órgão a ser tratado, do tipo de órgão a ser tratado, do grupo taxonômico do órgão a ser tratado, do grau de proteção desejada, da formulação da composição, da avaliação da situação médica, e de outros fatores relevantes. É esperado que a quantidade venha a cair em uma gama relativamente ampla que pode ser determinada através de testes de rotina. [000128]. Um aspecto adicional da presente invenção se refere ao uso da invenção em relação ao tratamento e/ou profilaxia de condições que são caracterizadas por disfunção do enxerto. Embora seja vislumbrado que enxertos seriam tratados antes do início da disfunção, é vislumbrado que, onde enxertos não foram inicialmente pré-tratados, eles poderiam ser tratados subsequentemente ao início da disfunção, por exemplo, a fim de reduzir sua severidade. Enxertos podem também ser tratados após o transplante. Alternativamente, o recipiente pode ser tratado antes ou depois do recebimento do enxerto ou o doador pode ser tratado antes da coleta do órgão. Novamente, se um enxerto não foi pré-tratado, ou se um programa de pré-tratamento anterior foi descontinuado, um enxerto pode ser tratado após o transplante, a fim de reduzir a possibilidade do início da disfunção ou de reduzir a severidade ou extensão de um processo de disfunção, que pode já ter começado. Consequentemente, o método da invenção tem aplicação tanto profilaticamente, quanto terapeuticamente. [000129]. Consequentemente, outro aspecto da presente invenção fornece um método para o tratamento profilático e/ou terapêutico de uma condição caracterizada por uma disfunção tecidual de enxerto em mamífero, dito método compreendendo a infrarregulação do nível funcional de ativina em dito tecido. [000130]. Ainda noutro aspecto da presente invenção, é fornecido um método para o tratamento profilático e/ou terapêutico de uma condição caracterizada por disfunção do tecido do enxerto em mamífero, dito método compreendendo a suprarregulação do nível funcional de folistatina em dito tecido. [000131]. Preferencialmente, dito tecido de enxerto é pulmão, coração, rim ou fígado. [000132]. Com maior preferência, dito enxerto é pré-tratado com dito inibidor. [000133]. A referência aqui a tratamento terapêutico e profilático deve ser considerada em seu contexto mais amplo. O termo terapêutico não necessariamente implica que um órgão é tratado até total recuperação. De forma similar, profilático não necessariamente significa que o órgão não sofrerá afinal algum grau de disfunção. Consequentemente, tratamento terapêutico e profilático inclui a melhora dos sintomas de disfunção ou prevenção ou redução de outra forma do risco de desenvolvimento de disfunção. O termo profilático pode ser considerado como redutor da severidade ou do início da disfunção. Terapêutico pode também reduzir a severidade de uma disfunção existente. [000134]. Ainda noutro aspecto, é fornecido o uso de folistatina ou um inibidor de ativina na fabricação de um medicamento para o tratamento de disfunção do tecido de enxerto em mamífero. [000135]. Ainda outro aspecto da invenção é direcionado a um inibidor de funcionalidade de ativina para uso no tratamento terapêutico ou profilático de disfunção tecidual de enxerto. [000136]. Ainda outro aspecto da presente invenção é direcionado a folistatina para uso no tratamento terapêutico ou profilático de disfunção tecidual de enxerto. [000137]. Preferencialmente, dito enxerto é pulmão, coração, rim ou fígado. [000138]. Ainda mais preferencialmente, dito enxerto é pré-tratado com dito inibidor ou folistatina. [000139]. A presente invenção é ainda descrita por referência aos seguintes exemplos não limitadores.Exemplo 1 Transplante de PulmãoDetalhes do estudo [000140]. Esse estudo foi aprovado pelo Comitê de Pesquisa Humana e Ética do Hospital Alfred e aderiu ao princípio da Declaração de Helsinki. Pacientes foram recrutados daqueles sendo tratados no Departamento de Alergia, Imunologia e Medicina Respiratória e que seriam submetidos a um transplante bilateral de pulmão como parte de sua gestão clínica. Os pacientes consentiram com esse estudo e eram de três coortes, baseado na exigência subjacente para um transplante de pulmão. Grupo 1, FC obstrutivo, eram aqueles pacientes que tinham alguma obstrução ao fluxo de ar que pode ou não ser reversível, tal que VEF1 (Volume Expiratório Forçado em 1 segundo) foi diminuído, assim como foi a ratio expiratório forçado (FER). Grupo 2, restritivo, relacionado a FER aumentado, com volumes de pulmão baixos, típicos de pacientes de fibrose pulmonar idiopática (IPF). Grupo 3, obstrutivo, não FC, relacionado àqueles com enfisema severa, tal como na doença pulmonar obstrutiva crônica (COPD), ou asma severa. Um total de 55 pacientes com estas condições subjacentes consentiram com esse estudo, com inelegibilidade subsequente surgindo daqueles que tiveram um transplante único de pulmão (ao contrário de bilateral), aqueles que requereram oxigenação por membrana extracorpórea (ECMO) ou foram colocados em bypass cardiopulmonar durante o procedimento de transplante. Após as exclusões, 11 pacientes no Grupo 1 foram analisados (FC obstrutivo), juntamente com 10 pacientes no Grupo 2 (restritivo) e 27 pacientes no Grupo 3 (não FC obstrutivo). [000141]. Os pacientes neste estudo foram estratificados em aqueles que receberam transplantes de pulmão de um doador clinicamente morto (DCD) ou não clinicamente morte (não DCD). Eles foram ainda randomizados, para investigar o valor de pré-condicionamento isquêmico. Essa modalidade é um procedimento recentemente utilizado que visa a proteger o coração, seguindo-se importantes injúrias cirúrgicas[ACCC41], fornecendo episódios breves de isquemia não letal e reperfusão (Hausenloy e Yellon 2011, Nat Rev Cardiol 8:619-629). No protocolo corrente, pacientes foram randomizados para receber ou pré-condicionamento isquêmico, ou o protocolo de tratamento comum para esse procedimento de transplante (sem pré-condicionamento isquêmico). O protocolo de pré-condicionamento envolveu um torniquete sendo colocado na perna esquerda no nível do meio da perna após a indução da anestesia. Se o paciente foi randomizado para o braço de tratamento comum, o torniquete foi deixado esvaziado durante todo o procedimento cirúrgico. Se randomizado para o braço de pré-condicionamento isquêmico, em ~45 minutos antes da reperfusão planejada do primeiro pulmão transplantado, o torniquete da coxa foi inflado por cinco minutos, seguido por cinco minutos de deflação. Esse ciclo de inflação e deflação foi repetido outras duas vezes, resultando em 30 minutos de pré-condicionamento de isquemia com três ciclos de inflação e deflação do torniquete. [000142]. Além do procedimento acima, amostras de sangue foram coletadas após a indução de anestesia no começo do procedimento de transplante, em 15 minutos antes do tempo de reperfusão do primeiro pulmão (15 minutos após a conclusão do pré-condicionamento de isquemia, se realizado), 15 minutos após a reperfusão do primeiro pulmão e duas horas após a reperfusão. Após a transferência do paciente para a unidade de tratamento intensiva (UTI), amostras de sangue adicionais foram obtidas oito e 24 horas após a reperfusão. Amostras de sangue foram centrifugadas e o plasma armazenado a -20 °C até que citocina e quimiocinas foram analisadas. [000143]. Os números de pacientes em cada grupo de estudo, seguindo a randomização para pré-condicionamento de isquemia, transplante de pulmões DCD ou não DCD, após exclusões, são dados na Tabela 1.Análise de imunoensaio [000144]. Amostras de plasma foram analisadas para concentrações de um número de citocinas e quimiocinas. As concentrações de ativina A foram determinadas utilizando um ELISA de dois lados (Oxford Bio-innovations, Charwell, Oxfordshire, UK), como anteriormente publicado (Knight et al. 1996, J Endocrinol 148:267-279). Esse ensaio mede tanto os dímeros de ativina A livres, quanto os ligados a folistatina e não tem reação cruzada significativa com outras isoformas de ativina, tal como ativina B. As concentrações de folistatina foram determinadas utilizando um imunorrádio ensaio (OConnor et al. 1999, Hum Reprod 14:827-832). Além disso, CXCL8/IL-8, CCL5/RANTES, CXCL9/MIG, CCL2/MCP-1, CXCL10/IP-10, interleucina (IL)-2, IL-4, IL-6, IL-10, fator de necrose tumoral ? (TNF-?) e interferon-? (IFN-?) foram determinados usando conjuntos ordenados de cytobeads (Becton-Dickinson).Análises estatísticas [000145]. A respeito da ativina A e folistatina, um índice de biodisponibilidade de ativina foi derivado através do cálculo de razão ativina/folistatina. Ademais, as concentrações de ativina A e folistatina em pacientes de transplante foram comparadas às variações normais para estas proteínas geradas usando voluntários adultos saudáveis (D.J. Phillips e D.M. de Kretser, observações não publicadas). Comparações entre concentrações de avaliação inicial em pacientes de transplante e valores de variação normal foram feitas usando teste t de Student, ou o teste Mann-Whitney para distribuições não paramétricas. Ensaios de correlação foram conduzidos utilizando correlações Pearson para dados paramétricos ou correlações Spearman para distribuições não paramétricas. Isso foi realizado em todas as amostras coletadas durante o transplante de pulmão (incluindo avaliação inicial daqueles pacientes elegíveis) ou apenas na amostra de avaliação inicial de todos os pacientes que consentiram.Resultados [000146]. As concentrações basais de ativina A estavam elevadas em pacientes sendo submetidos a transplante em todos os três grupos, se comparado com variações normais em adultos saudáveis (Tabela 1). Entretanto, as concentrações de folistatina de avaliação inicial em pacientes de transplantes não eram diferentes, se comparadas a adultos saudáveis, embora tivesse havido alguma variabilidade em concentrações além da variação normal, como mostrado pelos limites de confiança de 95%. [000147]. Em geral, não há efeito, seja se o paciente de transplante recebeu transplantes de pulmão de doadores DCD ou não, ou foi submetido a pré-condicionamento isquêmico ou o protocolo de tratamento comum. Isso foi avaliado em termos de perfis de ativina A e folistatina, concentração de pico e resposta em dobro (dados não mostrados). No entanto, houve uma tendência de condicionamento para levar a concentrações levemente inferiores tanto de ativina A, quanto de folistatina durante e seguindo ao transplante de pulmão (Figura 1). [000148]. Houve um aumento notável tanto nas concentrações de ativina A, quanto de folistatina em pacientes de transplante, tal que as concentrações de pico foram notadas na maior parte dos pacientes na amostra tomada ~15 minutos antes da reperfusão do transplante. A resposta média à cirurgia de transplante de pulmão foi ~5 vezes e ~2,5 vezes de concentrações basais para ativina A e folistatina, respectivamente. Essa resposta variou entre pacientes, com alguns tendo até ~16 vezes e ~5 vezes mudanças, respectivamente. Essa resposta foi independente do status dos pulmões doadores ou condicionamento e é consistente com uma resposta de indução a traumas cirúrgicos importantes. Um perfil de paciente individual representativo desta resposta nas concentrações de ativina A e folistatina é representado na Figura 2. [000149]. Análises de correlação foram realizadas entre as várias citocinas e quimiocinas medidas em amostras de paciente de transplante. Ativina e folistatina foram significativamente correlacionadas uma com a outra (r=0,8, p 75%. As seções são avaliadas cegamente por um nefrologista e histopatologista renal. [000181]. Níveis de creatinina sérica: Os níveis de creatinina sérica foram medidos utilizando um kit de creatinina sérica fornecido por Abcam, de acordo com as instruções dos fabricantes. [000182]. Análise estatística: comparações entre diferentes tratamentos foram conduzidas utilizando o teste Mann=Whitney para distribuições não paramétricas.Resultados:Efeito de pré-tratamento com folistatina em níveis de ativina A, ativina B e folistatina séricas [000183]. Os níveis de proteína sérica de ativina A, ativina B e folistatina 24 horas após LIR renal em camundongos são mostrados na Tabela 5 e Figuras 12 a 14. [000184]. Há um aumento nos níveis de ativina A e B resultantes de nefrectomia unilateral apenas, como mostrado comparando-se dados basais versus de controle, possivelmente refletindo a resposta de ativina A e folistatina a estresse cirúrgico. Os níveis tanto de proteína ativina A, quanto de B ainda aumentaram como resultado da LIR (comparar os níveis de controle ao veículo LIR 30m e 60m). Entretanto, o pré-tratamento com folistatina 30 ou 60 min antes de LIR suprimiu o aumento induzido por LIR nos níveis de ativina A e B, com significância observada para níveis de ativina B em pré-tratamento de 30 minutos. As mudanças nos níveis de folistatina sérica não foram observados. Os dados mostram que o pré-tratamento com folistatina infrarregula os níveis de ativina, que são aumentados como resultado de LIR.Efeito de pré-tratamento com folistatina em lesão renal [000185]. A extensão de lesão no rim (pontuação de lesão tubular) foi avaliada histologicamente por nefrologistas com experiência e os resultados fornecidos na Figura 15. Os dados mostram que os 20 minutos de isquemia causaram lesão a cerca de 51-75% do rim (equivalente a uma pontuação de lesão tubular de 3). Entretanto, a administração de folistatina antes de LIR reduziu a extensão da lesão, com pontuações representativas de 26-50% de lesão tubular observada, e significância obtida com o tempo de pré-tratamento de 60 min.Efeito de pré-tratamento com folistatina em níveis de creatinina sérica [000186]. Creatinina sérica é um indicador importante de saúde renal. Uma elevação em níveis de creatinina séria é apenas observada quando dano marcado ao rim ocorre. Os níveis de creatinina sérica foram medidos em camundongos 24 horas após LIR (Figura 16). Os dados mostram que os níveis de creatinina são elevados como resultado da isquemia de 20 minutos (comparar os níveis de veículo LIR aos níveis de controle e de avaliação inicial), indicativo de dano renal. O pré-tratamento com folistatina reduziu significativamente os níveis de creatinina induzida por LIR, particularmente quando administrado 30 minutos antes da LIR. Esses dados mostram que o pré-tratamento com folistatina reduz a lesão por isquemia ao rim, como medido por níveis de creatinina sérica.Conclusões: [000187]. Os resultados demonstram que a folistatina pode modular a resposta à LIR, como julgado pela modulação tanto nos níveis de ativina A, quando de B. Além disso, a folistatina reduz a quantidade de lesão renal pós-isquemia-reperfusão, como evidenciado tanto bioquimicamente (níveis de creatinina), quanto histologicamente (pontuação de lesão tubular).Exemplo 9 LIR pulmonar em cachorros [000188]. Desenho: Transplante de pulmão se tornou um tratamento emergente para pacientes com doença pulmonar de estágio terminal. Durante o transplante, o pulmão doador é pinçado na artéria pulmonar e hilo e removido do doador; ele experimenta um período de isquemia, e, depois, é mais tarde transplantado no recipiente, onde se submete a reperfusão. A isquemia seguida por reperfusão pode levar a lesão pulmonar (lesão por isquemia-reperfusão ou LIR), caracterizada por edema pulmonar não cardiogênico, infiltrados inflamatórios, e hipóxia, e é não relacionada à rejeição do órgão. Para minimizar a LIR, o pulmão doador é frequentemente preservado por perfusão com uma solução de pneumoplegia durante transitoriedade entre o doador e o recipiente. Em modelos pulmonares de modelos de LIR, o pulmão é submetido a isquemia por períodos variáveis de tempo antes da circulação ser restabelecida; assim, um transplante simulado é realizado. Isquemia é reduzida pelo pinçamento completo do pulmão na artéria e hilo pulmonares e perfusão do pulmão com solução de pneumoplegia. Após o período de isquemia ter passado, a solução de pneumoplegia é enxaguada, e a pinça é removida, para permitir que o sangue recircule de volta para o pulmão, simulando o que seria feito durante uma operação de transplante, sem a ressecção e subsequente implante do pulmão. Neste modelo, as propriedades de preservação do órgão de soluções de pneumoplegia podem ser testadas e traduzidas na clinica como um modo de tratamento/preservação de um órgão coletado. [000189]. Procedimento experimental: Dois cães do galgo[ACCC46] foram usados neste experimento, que foi similar àquele descrito em Sunose et al. (2001 J Surg Res 95:167-173). Brevemente, os cães foram anestesiados com sinais vitais foram monitorados. As medições no pulmão direito foram usadas como as medições de referência para um pulmão saudável para cada cachorro. O tórax foi aberto e o pulmão esquerdo pinçado no hilo da artéria pulmonar, usando duas pinças para garantir oclusão completa. O pulmão esquerdo foi, então, perfundido com solução de pneumolplegia. Cerca de 1400ml de volume total foi requerido para perfundir completamente o pulmão. A eficiência disto foi avaliado visualizando-se a mudança de cor de uma cor rosa escuro para um pulmão de cor pálida e confirmado pela observação do efluente de perfusão claro das veias pulmonares, quando o pulmão foi lavado antes da reperfusão. Um cão foi então fechado e o pulmão mantido a 38 °C por um tempo isquêmico total de 1 hora. O pulmão foi, então, lavado com solução de Ringer quente antes da remoção da pinça, permitindo a reperfusão de sangue de volta ao pulmão, e ventilação do pulmão com ar. O pulmão direito foi, então, pinçado e o cão foi monitorado, enquanto a ventilação foi mantida no pulmão reperfundido. O experimento foi cessado 4 horas depois da reperfusão ou mais cedo, se a lesão for muito severa, resultando em falência pulmonar e cardíaca.Resultados: [000190]. Parâmetros fisiológicos que são indicativos de função pulmonar, de ambos os cães são exibidos na Tabela 6. [000191]. Os resultados mostram que o Cão 4, que recebeu solução de pneumoplegia padrão, morreu 40 minutos pós-reperfusão, devido a edema pulmonar e falência ventricular esquerda hipóxica, o último causando parada cardíaca. A pressão de oclusão capilar pulmonar muito alta (26 mmHg) observada no pulmão lesionado 30 minutos após a reperfusão foi causativa do edema pulmonar. A saída cardíaca diminuída, saturação de O2 venoso misturado a 41% (maior do que 60% é considerado saudável e normal), e nenhuma mudança na pressão venosa central sugeriu que a falência do coração foi devido a falência ventricular esquerda hipóxica. Em essência, os dados mostram que a isquemia de 1 hora causou lesão severa ao pulmão, resultando na falência cardíaca devido a hipóxia severa e edema pulmonar. [000192]. O cão 5, por outro lado, recebeu solução de pneumoplegia com folistatina (@500 µg/ml) e sobreviveu à isquemia-reperfusão por até 4 horas, após o que o cão foi seletivamente infundido com uma droga, fenobarbitona, para aprofundar a anestesia e parar o coração. Diferentemente do cão 4, todos os parâmetros fisiológicos do pulmão reperfundido no Cão 5 permaneceram estáveis e similares àqueles do pulmão normal por toda a duração do estudo. Apenas a resistência vascular pulmonar (PVR) pareceu aumentar com o tempo. Isso porque PVR é calculado como o gradiente de pressão através do pulmão dividido pela saída cardíaca. No caso do Cão 5, o gradiente de pressão permaneceu constante enquanto a saída cardíaca lentamente diminuiu, por isso o aumento em PVR. É importante notar que a saída cardíaca medida, embora diminuindo, foi considerada normal e devido à natureza do anestésico usado no cão. Juntamente, os parâmetros na Tabela 6 constituem uma avaliação minuciosa da função no pulmão isquêmico-reperfundido e a disfunção resultante para o sistema cardiovascular no Cão 4. [000193]. A diferença predominante entre o Cão 4 e o Cão 5 é a folistatina adicionada à solução de pneumoplegia usada no Cão 5. Os dados na Tabela 6 mostram que, na ausência de folistatina, a lesão induzida por isquemia foi muito severa para o pulmão se recuperar com parâmetros fisiológicos indicativos de um pulmão lesionado (complacência pulmonar reduzida, espaço morto do alvéolo elevado e desvio do pulmão de percentual elevado[ACCC47]). Entretanto, quando o pulmão lesionado foi tratado com folistatina, as medições fisiológicas após a reperfusão foram muito similares ao pulmão direito respectivo (controle e não lesionado), sugerindo que o tratamento com folistatina minimizou a lesão ao pulmão.Conclusão: [000194]. Os dados na Tabela 6 claramente mostram que o tratamento do pulmão com folistatina durante o período de isquemia minimiza o dano incorrido como resultado de isquemia seguida por reperfusão e melhora a função pulmonar após a reperfusão. [000195]. Aqueles versados na técnica terão em consideração que a invenção descrita neste documento é suscetível de variações e modificações outras que aquelas especificamente descritas. Deve ser entendido que a invenção inclui todas tais variações e modificações. A invenção também inclui todas as etapas, características, composições e compostos referidos ou indicados neste Relatório Descritivo, individualmente ou coletivamente, e qualquer e todas as combinações de quaisquer duas ou mais de ditas etapas ou características. [000196]. Tabela 1: Números de pacientes submetidos a transplante de pulmão, sua estratificação, se eles receberam um transplante de pulmão de um doador DCD e se eles foram randomizados para pré-condicionamento isquêmico durante o procedimento de transplante.DiagnósticoDoador clinicamente morto?Condicionamento?NúmeroFC obstrutivoSimSimNãoNãoSimNãoSimNão2351RestritivoSimSimNãoNãoSimNãoSimNão1342Não FC obstrutivoSimSimNãoNãoSimNãoSimNão53811 Tabela 2: Concentrações de ativina A e folistatina, expressos como meio e limites de confiança de 95%, em adultos normais, e pacientes submetidos a transplante de pulmão.CoorteAtivina A (ng/ml)Folistatina (ng/ml)NormalFC obstrutivoRestritivoNão FC obstrutivo0,108 (0,101-0,114)0,221 (0,097-0,345)**0,257 (0,152-0,437)***0,296 (0,121-0,351)**12,74 (11,95-13,52)11,39 (8,61-14,16)12,16 (6,77-17,55)12,25 (9,78-14,72) **, P<0,01; ***, P<0,001 versus variação normal (teste Mann-Whitney).Tabela 3: Níveis sérico de ativina A e folistatina em porcos submetidos a transplantes renais.Dados são apresentados como meio +/- SEM concentrações de 14 animais.Tempo após a indução de anestesia (horas)Analito012624Ativina A (ng/ml)0,094 ± 0,0060,465 ± 0,055***0,057 ± 0,0040,046 ± 0,0050,127 ± 0,058Folistatina (ng/ml)3,9 ± 0,574,6 ± 5,7***15,2 ± 3,514,9 ± 1,919,4 ± 6,3**, P<0,05; ***, P<0,0001 versus ponto temporal 0 (análise de variância de mão única). Tabela 4: Concentrações de ativina A e folistatina séricas em pacientes submetidos a transplante de fígado, em relação a indução de anestesia (meio +/- sem).Ativina A (N=11) (ng/ml)Folistatina (N=11) (ng/ml)Indução0,417 +/- 0,06110,77 +/- 1,2Reperfusão0,350 +/- 0,0729,83 +/- 1,0D10,188 +/- 0,02111,0 +/- 1,0D30,190 +/- 0,0265,66 +/- 0,6D70,220 +/- 0,0406,46 +/- 0,3 Tabela 5Avaliação Inicial (n=4)Controle(n=6)LIR Veículo 30 min(n=4)LIR Folistatina 30 min(n=4)LIR Veículo 60 min (n=4)LIR Folistatina 60 min (n=5)Ativina A40,3 +/- 6,184,9 +/- 6,2254,5 +/- 42,3156,2 +/- 42,3259,2 +/- 47197,2 +/- 38Ativina B604,4 +/- 52,91666,5 +/- 157,43553,7 +/- 85,5*1438,4 +/- 329,62894,7 +/- 649,91953,8 +/- 250,5Folistatina2,88 +/- 0,182,63 +/- 0,133,0 +/- 0,332,63 +/- 0,152,63 +/- 0,332,77 +/- 0,27 * Significativamente diferente do LIR Veículo 30 min, p<0,05 Tabela 6: Indicadores fisiológicos de pulmão direito (controle) e pulmão esquerdo(lesão induzida por isquemia)Cão 4 (solução de pneumoplegia padrão)Cão 5 (solução de pneumoplegia folistatina)Parâmetros fisiológicos***pulmão direito 30 min*pul-mão esquer-do 30 min*pul-mão direito 30 min* pul-mão esquer-do 30 min Pul-mão esquer-do 1h* pul-mão esquer-do 2h* pul-mão esquer-do 3h* pul-mão esquer-do 4hComplacência pulmonar (nl/mmhg)7,5517,8127,0028,1028,5029,8029,5028,08Espaço morto do alvéolo como percentual de volume tidal (%)13,647,6519,7815,4310,3018,473,647,94Desvio do pulmão como percentual da saída cardíaca (%)7,486,6511,6511,327,0713,167,717,21Resistência vas-cular pulmonar (dyn.seg.cm-5)105,6137,3181,33192,24210,16198,17199,62302,22Pressão arterial pulmonar média (mmHg)163426242726422Pressão de oclusão capilar pulmonar (mmHg)7269111110107Gradiente trans-pulmonar (mmHg)981716,115191317Frequência cardíaca (batimentos/min)11021016812013214092108Pressão do sangue sistêmica (mmHg)12677958288111114110Pressão venosa central (mmHg)65687766Infusão de nora-drenalia (ug/min)0,681,31,31,31,30,60,6Infusão de adre-nalina (ug/min)0222111Saída cardíaca (l/min)6,824,667,56,75,717,675,214,5Saturação de O2 venoso misturado (%)844173,9168,1761,6069,5169,1865,25PO2 arterial sistêmico (mmHg)12138726972658281Saturação de oxigênio arterial98,4160,1494,5493,8994,5492,8396,0595,93 * Nota: o pulmão direito é pulmão normal (pulmão de controle) e as medições foram tomadas 30 min após o pulmão esquerdo ser pinçado; o pulmão esquerdo é pulmão em isquemia e o tempo indica o tempo após a reperfusão (t=0 é quando o pulmão direito foi pinçado).** Explicação dos parâmetros na tabela: [000197]. Complacência do pulmão: é uma medida da facilidade de expansão dos pulmões e tórax, determinada pelo volume e elasticidade pulmonares. Uma alta complacência é consistente com um pulmão saudável. Complacência diminuída significa que o pulmão é muito mais difícil de inflar e uma maior mudança na pressão é necessária para uma dada mudança em volume, como em atelectasia, edema, fibrose, pneumonia, ou ausência de surfactante. [000198]. Espaço morto alveolar como um percentual do volume tidal: é a porção do ar inalado que alcança os alvéolos (sacos de ar no pulmão) mas não sofre troca de gás, uma vez que os alvéolos têm pouco ou nenhum sangue fluindo através de seus capilares pulmonares adjacentes, isto é, os alvéolos que são ventilados, mas não perfundidos, e onde, como resultado, nenhuma troca de gás pode ocorrer. [000199]. Desvio do pulmão como um percentual de saída cardíaca: isso é uma condição fisiológica, que resulta quando os alvéolos dos pulmões são perfundidos com sangue como normal, mas ventilação (o fornecimento de ar) falha em suprir a região perfundida. Quando expressado como um percentual de saída cardíaca, o valor representa o percentual de sangue expelido pelo coração, que não é completamente oxigenado. [000200]. Resistência vascular pulmonar (PVR): isso é calculado como o gradiente de pressão através do pulmão (pressão da artéria pulmonar média menos a pressão atrial esquerda) dividido pela saída cardíaca. Nota: isso não é percebido como uma medida confiável, uma vez que confia nos pressupostos inválidos de que (i) sangue é um fluido Newtoniano, (ii) os vasos de resistência pulmonar são tubos rígidos pequenos não ramificados de seções de superfície circular, e (iii) fluxo de sangue pulmonar é simplificado e não pulsátil. Além disso, os vasos do pulmão são capazes de dilatar ou comprimir (quando o fluxo de sangue através do pulmão aumenta ou diminui). Portanto, não podemos assumir que as mudanças em PVR são necessariamente indicativas de lesão ao pulmão, e assim, o PVR pode fornecer informação enganosa sob condições de mudança da saída cardíaca. [000201]. Pressão arterial pulmonar média: a pressão na artéria pulmonar levando aos pulmões. Também permite medição indireta das pressões do coração esquerdo, uma vez que as veias pulmonares não têm válvulas nelas e coleta a informação necessária para calcular a saída e resistência cardíacas. [000202]. Pressão de oclusão capilar pulmonar: isso fornece uma medida da pressão atrial esquerda (sangue oxigenado das veias pulmonares para dentro do átrio esquerdo). A pressão capilar pulmonar (Pcap) é a força predominante que conduz fluido para fora dos capilares pulmonares para dentro do interstício. O aumento da pressão capilar hidrostática é diretamente proporcional à taxa de filtragem transvascular do pulmão, e, no extremo, leva a edema pulmonar. No cachorro, um aumento de 15-20 mmHg acima dos resultados normais é edema. [000203]. Gradiente transpulmonar: pressão arterial pulmonar média menos a pressão de oclusão capilar pulmonar. [000204]. Frequência cardíaca: O Cão 4 teve frequência cardíaca extremamente alta após a reperfusão um indicador de que o coração estava sobre muito estresse como resultado da extrema hipóxia no sangue causado pela lesão do pulmão. O lado direito do coração era mais tolerante a estas condições. [000205]. Pressão sanguínea sistêmica: a pressão exercida pelo sangue circulando sobre as paredes dos vasos sanguíneos. [000206]. Pressão venosa central (CVP): uma boa aproximação da pressão atrial direita. O CVP reflete a quantidade de sangue retornando ao coração e a capacidade do coração de bombear o sangue para o sistema arterial. [000207]. Infusão de noradrenalina e adrenalina: Noradrenalina e adrenalina são estimulantes cardíacos (também conhecidos como inotrópicos). Eles são usados para impulsionar a saída cardíaca quando está muito baixa. [000208]. Saída cardíaca: é o volume de sangue sendo bombeado do coração no intervalo de tempo de 1 minuto. [000209]. Saturação de O2 venoso misturado: é o percentual de oxigênio ligado a hemoglobina no sangue retornando para o lado direito do coração. Isso reflete a quantidade de oxigênio deixado no sangue após os tecidos removerem o que eles precisam. Isso é uma indicação de quando o corpo de um paciente está extraindo mais oxigênio do que normalmente. Um aumento na extração é o modo do corpo cumprir com as necessidades de oxigênio do tecido quando a quantidade de oxigênio alcançando os tecidos é menor do que o requerido. [000210]. PO2 arterial sistêmico: a pressão de O2 no sangue deixando os pulmões. [000211]. Saturação de oxigênio arterial: o percentual de oxigênio no sangue deixando os pulmões (estará próximo a 100% no pulmão saudável normal). BIBLIOGRAFIABittner et al. (2006) Eur J Cardiothorac Surg 29:210-215 Boros e Bromberg (2006) Am J Transplant 6:652-658 Bunin et al. (1994) Proc Natl Acad Sci USA 91:4708-4712 Cash et al. (2012) Mol. Endocrinol 26 (7): 1167-1178 Chalk et al. (2004) Biochem Biophys Res Commun 319:264-274 Chong et al. (2004) J Thorac Cardiovasc Surg 128:170-179.Christie et al. (2005) Am J Respir Crit Care Med 171:1312-1316 Christie et al. (2005) Chest 127:161-165 Conrad et al. (1995) Mol Div 1:69-78 Cui et al. (2004) Comput Methods Programs Biomed 75:67-73 de Perrot et al. (2003) Am J Respir Crit Care Med 167:490-511 DeWitt et al. (1993) Proc Natl Acad Sci USA, 90:6909-6913 Ding e Lawrence (2001) Nucl Acids Res 20:1034-1046 Ding e Lawrence (2003) Nucl Acids Res 31:7280-7301 Ding et al. 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(2009) Mol Cell Endocrinol 307:169-175Zhai et al. (2006) Transplant Proc 38:3369-3371 Reivindicações1 - Método Para Infrarregular o Início ou a Progressão de Disfunção Tecidual de Enxerto em Mamífero, caracterizado por que dito método compreende a infrarregulação do nível funcional da ativina em dito tecido.2 - Método Para Infrarregular o Início ou a Progressão de Disfunção Tecidual de Enxerto em Mamífero, caracterizado por que dito método compreende a suprarregulação do nível funcional de folistatina em dito tecido.3 - Método Para o Tratamento Profilático e/ou Terapêutico de Condição de Disfunção de Tecido de Enxerto em Mamífero, caracterizado por que dito método compreende a infrarregulação do nível funcional de ativina em dito tecido.4 - Método Para o Tratamento Profilático e/ou Terapêutico de Condição de Disfunção de Tecido de Enxerto em Mamífero, caracterizado por que dito método compreende a suprarregulação do nível funcional de folistatina em dito tecido.5 - Uso de Inibidor de Ativina, caracterizado por que é na fabricação de medicamento para o tratamento de disfunção tecidual de enxerto em mamífero.6 - Uso de Folistatina, caracterizado por que é na fabricação de medicamente para o tratamento de disfunção tecidual de enxerto em mamífero.7 - Método ou Uso, de acordo com qualquer uma das Reivindicações 1-6, caracterizado por que dito tecido de enxerto é pulmão, rim, fígado ou coração.8 - Método ou Uso, de acordo com qualquer uma das Reivindicações 1-6, caracterizado por que dito tecido de enxerto é coração.9 - Método ou Uso, de acordo com qualquer uma das Reivindicações 1-7, caracterizado por que dito mamífero é humano.10 - Método ou Uso, de acordo com qualquer uma das Reivindicações 1, 3, 5 ou 7-8, caracterizado por que dito nível funcional de ativina é infrarregulado através da administração de um antagonista de ativina.11 - Método ou Uso, de acordo com a Reivindicação 10, caracterizado por que dito antagonista de ativina é selecionado de: a subunidade ativina ? a subunidade ? da inibina um anticorpo direcionado a ativina um mutante de ativina não funcional um mutante de receptor de ativina não funcional; e um receptor de ativina solúvel.12 - Método ou Uso, de acordo com qualquer uma das Reivindicações 1, 3, 5 ou 7-8, caracterizado por que o nível funcional da ativina é infrarregulado através do uso de uma molécula proteinácea ou não proteinácea, que infrarregula a transcrição ou tradução do gene da ativina.13 - Método ou Uso, de acordo com a Reivindicação 12, caracterizado por que dita molécula proteinácea é um anticorpo direcionado a DNA ou mRNA de ativina.14 - Método ou Uso, de acordo com a Reivindicação 12, caracterizado por que dita molécula não proteinácea é selecionada de um oligonucleotídeo antissentido de ativina, uma DNAzima, um aptâmero, uma molécula apropriada para uso em cossupressão de expressão de ativina e um antagonista de trombina, tal como lepirudina.15 - Método ou Uso, de acordo com qualquer uma das Reivindicações 2, 4, 6 ou 7-8, caracterizado por que dito nível funcional de folistatina é suprarregulado através do uso de folistatina ou fragmento funcional da mesma.16 - Método ou Uso, de acordo com a Reivindicação 15, caracterizado por que dita folistatina é FS315 ou FS288.17 - Método ou Uso, de acordo com a Reivindicação 15, caracterizado por que dita folistatina é selecionada de:(i) Uma folistatina do tipo selvagem (FS) e todas as isoformas da mesma.(ii) Uma proteína semelhante à folistatina do tipo selvagem 3 (FSTL3) e todas as isoformas da mesma.(iii) Um análogo à folistatina tendo a estrutura ND-FSD1-FSD3 (isto é, tipo selvagem menos FSD3).(iv) Um análogo de (i) ou (iii) com FSD1 substituído por FSD1, onde FSD1 representa FSD1 com o sítio de ligação da heparina removido.(v) Um análogo de (i) ou (iii) com FSD1 substituído por FSD1*, onde FSD1* representa FSD1 com a sequência antes de e incluindo a sequência de ligação da heparina removida.(vi) Uma forma híbrida de (i) ou (iii), onde pelo menos um dos domínios é substituído por um domínio FSTL3 correspondente N3D,FS3D1, FS3D2 e FS3D3. (vii) Uma forma híbrida de (ii), onde pelo menos um dos domínios é substituído por um domínio FS correspondente ND, FSD1, FSD1, FSD1*, e FSD2.(viii) Qualquer das proteínas (i)-(iii) modificadas por uma ou mais supressões, inserções e/ou mutações em ND, N3D, FSD1, FSD1, FSD1*, FS3D1, FSD2, FS3D2 e FSD3, em que a proteína modificada funciona como um antagonista da ativina.18 - Método ou Uso, de acordo com qualquer uma das Reivindicações 2, 3, 6 ou 7-8, caracterizado por que o nível funcional de folistatina é suprarregulado através do aumento da transcrição de folistatina.19 - Método ou Uso, de acordo com a Reivindicação 18, caracterizado por que dita folistatina é expressada in vivo por um construto genético exógeno.20 - Método ou Uso, de acordo com qualquer uma das Reivindicações 1-19, caracterizado por que dita folistatina ou dito inibidor de ativina é administrado ao doador do enxerto antes da remoção do enxerto.21 - Método ou Uso, de acordo com qualquer uma das Reivindicações 1-19, caracterizado por que que dita folistatina ou dito inibidor de ativina é administrado ao tecido do enxerto antes de sua remoção do doador.22 - Método ou Uso, de acordo com qualquer uma das Reivindicações 1-19, caracterizado por que dita folistatina ou dito inibidor de ativina é administrado ao tecido do enxerto subsequentemente à sua remoção do doador, mas antes de seu transplante.23 - Método ou Uso, de acordo com qualquer uma das Reivindicações 1-19, caracterizado por que dita folistatina ou dito inibidor de ativina é administrado ao enxerto ou recipiente no momento do transplante ou após o momento do transplante.24 - Método ou Uso, de acordo com qualquer uma das Reivindicações 1-18, caracterizado por que dita folistatina ou dito inibidor de ativina é administrado ao recipiente antes do transplante. Métodos Para Infrarregular o Início ou a Progressão de DisfunçãoTecidual de Enxerto em Mamífero, Para o Tratamento Profiláticoe/ou Terapêutico de Condição de Disfunção de Tecido de Enxertoem Mamífero e Usos de Inibidor de Ativina e de FolistatinaResumo [000212]. A presente invenção refere-se em geral a um método de modulação da funcionalidade do enxerto. Mais especificamente, a presente invenção refere-se a um método de infrarregulação do início ou progressão de disfunção do enxerto, através da infrarregulação do nível funcional da ativina. O método da presente invenção é útil, inter alia, no tratamento e/ou profilaxia de condições caracterizadas por disfunção do enxerto, tais como a principal disfunção do enxerto associada com transplante de órgão.FIGURASFIGS 1 e 2Induction phase fase de induçãoActivin A ativina AActivin (non-)conditioning (não) condicionamento de ativinaCond./non-cond cond. / não cond.Time relative to reperfusion tempo em relação a reperfusãoFS (non-)conditioning ? (não) condicionamento de FS [000213]. FIG. 3 [000214]. Ventilator ventilador [000215]. 3way tap torneira de três vias [000216]. 14 gauge cannula cânula caliber 14 [000217]. Vascular clamps applied intermittently for assessment of damaged lung pinças vasculares aplicadas intermitentemente para avaliação de pulmão danificado [000218]. Damaged lug pulmão danificado [000219]. Normoxic lung pulmão normóxico [000220]. Carotid artery artéria carótida [000221]. Pressure transducer transdutor de pressão [000222]. Input (98,5% oxygen, 1,5% isofluorane) entrada (98,5% de oxigênio, 1,5% isofluorano) [000223]. Pressure outlet valve válvula de saída de pressão [000224]. End-expiratory pressure pressão expiratória final [000225]. FIG. 4 [000226]. Activin A (ng/mg protein) ativina A (ng/mg de proteína) [000227]. Sham controle [000228]. IR IR [000229]. WT WT [000230]. Activin A mRNA relative to 18S mRNA de ativina A em relação a 18S [000231]. TLR4 TLR4 [000232]. FIG. 5 [000233]. Myocardium WT miocárdio WT [000234]. Myocardium TLR4KO miocárdio TLR4KO [000235]. Follistatin (ng/MG protein) folistatina (ng/mg de proteína) [000236]. Sham controle [000237]. IR IR [000238]. Follistatin mRNA relative to 18S mRNA de folistatina em relação a 18S [000239]. FIG. 6 [000240]. serum WT Soro WT [000241]. Serum TLR4 KO Soro TLR4 KO [000242]. Activin A (ng/ml) ativina A (ng/ml) [000243]. Sham controle [000244]. Follistatin folistatina [000245]. FIG. 7 [000246]. area at risk área em risco [000247]. control controle [000248]. follistatin folistatina [000249]. FIG. 8 [000250]. % LDH release - % de liberação de LDH [000251]. Normoxic control controle normóxico [000252]. HR control controle HR [000253]. HR + Activin A HR + Ativina A [000254]. HR + Follistatin HR + Folistatina [000255]. FIG. 9 [000256]. % ? ROS production - % de ? de produção de ROS [000257]. Normoxic control controle normóxico [000258]. Activin A ativina A [000259]. % ? mitochondrial membrane potential - % de ? de potencial de membrana mitocondrial [000260]. FIG. 10 [000261]. % ? ROS production - % de ? de produção de ROS [000262]. Normoxic control controle normóxico [000263]. HR + Follistatin HR + Folistatina [000264]. % ? mitochondrial membrane potential - % de ? de potencial de membrana mitocondrial [000265]. FIG. 11 [000266]. Ischaemia-reperfusion isquemia-reperfusão [000267]. TLR4 TRL4 [000268]. Activin A ativina A [000269]. Follistatin folistatina [000270]. Injury lesão [000271]. FIGs. 12, 13 e 14 [000272]. Activin ativina [000273]. Follistatin - folistatina [000274]. Baseline avaliação inicial [000275]. Sham controle [000276]. IRI vehicle veículo LIR [000277]. IRI FS FS LIR [000278]. FIG. 15 [000279]. Tubular injury score pontuação de lesão tubular [000280]. IRI vehicle veículo LIR [000281]. IRI FS FS LIR [000282]. Sham controle [000283]. Baseline avaliação inicial [000284]. FIG. 16 [000285]. Serum creatinine umol/L creatinina sérica umol/L [000286]. Baseline avaliação inicial [000287]. Sham vehicle veículo de controle [000288]. IRI vehicle veículo LIR [000289]. IRI FS FS LIR Métodos Para Infrarregular o Início ou a Progressão de Disfunção Tecidual de Enxerto em Mamífero, Para o Tratamento Profilático e/ou Terapêutico de Condição de Disfunção de Tecido de Enxerto em Mamífero e Usos de Inibidor de Ativina e de Folistatina 2 - Método Para Infrarregular o Início ou a Progressão de Disfunção Tecidual de Enxerto em Mamífero 3 - Método 4 - Método Para o Tratamento Profilático e/ou Terapêutico de Condição de Disfunção de Tecido de Enxerto em Mamífero 5 - Uso 6 - Uso de 1 - Método Para Infrarregular o Início ou a Progressão de Disfunção Tecidual de Enxerto em Mamífero 2 - Método Para Infrarregular o Início ou a Progressão de Disfunção Tecidual de Enxerto em Mamífero 3 - Método Para o Tratamento Profilático e/ou Terapêutico de Condição de Disfunção de Tecido de Enxerto em Mamífero 4 - Método Para o Tratamento Profilático e/ou Terapêutico de Condição de Disfunção de Tecido de Enxerto em Mamífero 5 - Uso de Inibidor de Ativina 6 - Uso de FolistatinaMétodos Para Infrarregular o Início ou a Progressão de DisfunçãoTecidual de Enxerto em Mamífero, Para o Tratamento Profiláticoe/ou Terapêutico de Condição de Disfunção de Tecido de Enxertoem Mamífero e Usos de Inibidor de Ativina e de Folistatina [ACCC1]graft[ACCC2]downregulating[ACCC3]onset[ACCC4]allograft[ACCC5]donor allograft[ACCC6]acute respiratory distress syndrome (ARDS)[ACCC7]toxic reactive oxygen species[ACCC8]mechanotransduction[ACCC9]immunotargeting[ACCC10]tissue factor[ACCC11]plasminogen activator inhibitor-1[ACCC12]bronchiolitis olbliterans syndrome[ACCC13]upregulating[ACCC14]integer[ACCC15]IRI[ACCC16]baseline[ACCC17]sham[ACCC18]appendages[ACCC19]splicing[ACCC20]converse meaning[ACCC21]natural product screening[ACCC22]naturally occuring[ACCC23]screen[ACCC24]epitope[ACCC25]protein cores[ACCC26]heparin-binding sequence[ACCC27]follistatin-related gene product[ACCC28][ACCC29]screening[ACCC30]reporters[ACCC31]throughput[ACCC32]linked, bound[ACCC33]deletionals[ACCC34]crosslinker[ACCC35]ligands[ACCC36]chemicals[ACCC37]short interfence rna[ACCC38]duplex[ACCC39]coding region[ACCC40]on life support[ACCC41]surgical insults[ACCC42]midline[ACCC43]housekeeping gene[ACCC44]forward[ACCC45]reverse[ACCC46]greyhound dogs[ACCC47]elevated percentage lung shunt4/83